A Copasa está alertando a população de Minas Gerais sobre a importância do consumo consciente de água diante da severa estiagem e das ondas de calor que afetam o estado. Com alguns municípios sem registrar chuvas há quase cinco meses, o volume das fontes de água usadas para o abastecimento diminuiu significativamente, aumentando o risco de escassez em áreas mais vulneráveis.
Atualmente, em condições normais, a Copasa distribui cerca de 276 milhões de litros de água diariamente para 150 localidades da região Central do estado. No entanto, o aumento de 20% no consumo, devido às temperaturas elevadas e à ocorrência de queimadas, tem causado um desequilíbrio no sistema de abastecimento, agravando o cenário de estiagem.
Como medida preventiva, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) reduziu em 20% as outorgas de captação de água nos rios e poços subterrâneos da região, incluindo os rios Pará e das Velhas. Cidades como Divinópolis, Cláudio e Nova Serrana estão entre as mais impactadas.
Apesar das dificuldades, a Copasa afirma que, até o momento, não há risco imediato de desabastecimento. A companhia continua monitorando os mananciais e estudando novas fontes de água para garantir a continuidade do fornecimento. Ações emergenciais, como o uso de caminhões-pipa e a perfuração de poços profundos, também estão sendo realizadas.
Para que o abastecimento de água continue até o início das chuvas, a Copasa pede à população que adote hábitos que reduzam o desperdício de água, como fechar a torneira ao escovar os dentes, usar balde para lavar o carro e verificar possíveis vazamentos em casa.
Outro ponto de atenção levantado pela companhia é o combate às ligações clandestinas, que afetam a pressão nas redes e podem prejudicar o fornecimento em determinadas regiões. A Copasa disponibiliza canais de atendimento para quem enfrentar dificuldades no abastecimento, incluindo site, aplicativo, WhatsApp e Central de Atendimento 24 horas.
Essas medidas visam garantir que Minas Gerais atravesse o período de seca de forma mais tranquila e consciente, evitando a adoção de medidas drásticas como rodízios ou racionamentos.
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