Durante o Setembro Azul, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) está realizando uma série de palestras em todo o estado de Minas Gerais, com o objetivo de promover a inclusão, integração e informação da comunidade surda em relação ao Sistema Estadual de Defesa Civil e às medidas de autoproteção em casos de situações de risco e desastres naturais.
O projeto, iniciado em 1º de setembro, continuará até o final do mês, com foco em datas importantes para a comunidade surda, como o Dia Internacional da Língua de Sinais (23/9), o Dia Nacional do Surdo (26/9), o Dia Internacional do Surdo e o Dia Internacional do Tradutor e Intérprete (30/9).
As palestras, ministradas com o auxílio de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais), abordam temas como o papel da Defesa Civil, dicas de autoproteção e a importância da cultura da resiliência em situações adversas. O objetivo é garantir que a comunidade surda tenha acesso às mesmas informações de segurança e proteção que o restante da população, promovendo uma inclusão real e eficaz.
O coronel Carlos Frederico Otoni Garcia, chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual de Defesa Civil, ressalta a importância do projeto: “Todos têm o direito de aprender sobre como se proteger diante de uma situação de risco ou adversidade, e incluir a comunidade surda é fundamental para enfrentar esse desafio de maneira conjunta e eficaz”, destacou o coronel.
Experiências inclusivas e transformadoras
A ação tem sido bem recebida pela comunidade e pelos profissionais envolvidos. O sargento Hemerson Silva, agente da 6ª Região de Defesa Civil, que abrange Lavras e cidades vizinhas, falou sobre a experiência de participar da iniciativa. “Instruir a comunidade surda sobre defesa civil foi uma experiência fantástica. A parceria tem sido muito enriquecedora, tanto para a Defesa Civil quanto para a comunidade”, afirmou o sargento.
Rita de Cássia Marinho, professora e primeira presidente da Associação dos Surdos de Lavras, participou de uma das palestras e destacou a importância da inclusão. “Assistir à palestra em Libras sobre autoproteção foi transformador. A inclusão realmente faz a diferença, trazendo informações essenciais de forma acessível e clara para mim e para minha comunidade”, disse a professora.






