Diante da pior seca registrada no Brasil desde o início dos monitoramentos, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva está reavaliando a possível volta do horário de verão. A ideia seria ajudar a evitar o racionamento de energia, reduzindo a demanda nos horários críticos. O Ministério de Minas e Energia (MME) está analisando a medida como parte de uma série de ações para mitigar os impactos da crise hídrica.
Além da possibilidade de retorno do horário de verão, o governo já autorizou a ampliação do uso de usinas termelétricas, buscando equilibrar a oferta de energia em um cenário onde os níveis dos reservatórios ainda não são tão críticos quanto em crises anteriores, como a de 2021. Apesar disso, o Brasil enfrenta uma seca severa, especialmente na região Norte, onde os rios Madeira e Negro atingiram níveis históricos de baixa, afetando o abastecimento e o transporte nas comunidades locais.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que, embora o horário de verão divida opiniões, ele pode trazer benefícios além da economia de energia, como o estímulo ao turismo e ao setor de bares e restaurantes. “Se pudermos diluir a demanda energética no horário de verão, poderemos dar mais robustez ao sistema elétrico”, afirmou.
A medida, extinta em 2019 pelo então presidente Jair Bolsonaro, voltou à discussão devido à seca extrema que afeta diversas regiões do país. Ainda assim, o governo afirma que a situação dos reservatórios em 2024 é menos grave do que em anos anteriores, graças às medidas adotadas para retenção de água ao longo do ano.
Enquanto o país enfrenta desafios climáticos sem precedentes, o governo busca soluções que ajudem a mitigar os impactos da crise sem causar grandes transtornos à população.





