Sintram cobra transparência do Executivo sobre instalação de nova usina de tratamento de lixo em Divinópolis

Publicado por: Redação

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), Darly Salvador, concedeu uma entrevista ao Programa Bom Dia Divinópolis, transmitido pela Rádio Minas na manhã desta quarta-feira (21). Durante a entrevista, conduzida pelo jornalista Flaviano Cunha, Salvador abordou temas relacionados à recente reunião promovida pelo Sintram no dia 6 de agosto, destinada a discutir o destino dos resíduos sólidos provenientes de 33 cidades da região, que podem ser depositados em um terreno no Complexo da Ferradura.

A reunião, realizada no auditório do Sintram, contou com a participação de servidores públicos, profissionais liberais, ativistas e políticos locais, todos preocupados com a possível construção de uma usina de tratamento de lixo na cidade. Segundo Salvador, o sindicato cumpriu seu papel social ao abrir espaço para um debate de grande relevância. No entanto, ele destacou a falta de transparência do Executivo, o que tem gerado incertezas sobre o projeto.

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Durante a entrevista, Darly Salvador enfatizou que, apesar da significativa presença de participantes no encontro, muitas questões permaneceram sem resposta, uma vez que representantes do Executivo, como o secretário municipal do Meio Ambiente, Marco Túlio Silva Santos, não compareceram. “Esses questionamentos, essas dúvidas, precisam ser respondidos pelo Executivo, que está à frente disso”, declarou Salvador.

O vice-presidente do Sintram também relatou ter visitado o local onde a usina de tratamento dos resíduos sólidos das 33 cidades pode ser instalada. Ele afirmou que já há sinais de degradação ambiental, como o nivelamento do terreno e a supressão de vegetação, indicando que o espaço está sendo preparado para o novo empreendimento. “Não temos nada claro. Falam que vai ser uma usina de tratamento, mas não sabemos, justamente pela falta de transparência nesse processo”, acrescentou.

Salvador ressaltou a importância de esclarecer a população sobre o verdadeiro propósito do projeto. “A população merece saber se realmente vai haver uma usina, porque o que temos de informação é que será outro aterro sanitário. E se não for isso, que nos esclareçam, que venham a público”, desafiou.

O vice-presidente também criticou a decisão do presidente da Câmara Municipal, Israel da Farmácia (PSD), que negou o pedido de realização de uma audiência pública solicitado pela Comissão de Participação Popular da Câmara. Para Salvador, a audiência pública é essencial para esclarecer dúvidas e proporcionar transparência no processo. “Eu sugeri a alguns vereadores uma nota de repúdio ao presidente da Câmara, que impediu uma audiência pública para discutir a questão. Ora, audiência pública é para esclarecer e esclarecimento é o que a gente mais precisa nesse momento”, afirmou.

Darly Salvador também rebateu declarações de um representante do Executivo, que minimizou o movimento contrário à instalação da usina, afirmando que ele seria composto por “meia dúzia de pessoas”. Salvador repudiou a declaração, argumentando que a pessoa em questão “não tem propriedade para falar isso”. Ele reforçou a necessidade de uma audiência pública urgente para debater a questão e garantiu que a população tem o direito de ser informada sobre o que está acontecendo. “Nós, como cidadãos, temos o direito de saber”, concluiu.

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