Sem perder nossa persistência, garra, resiliência e orgulho, os atletas olímpicos brasileiros lutam com todas as forças para se manterem em pódios nas competições olímpicas. Nesta edição das Olimpíadas de Paris de 2024, o Brasil já conquistou 16 medalhas( 2 ouro, 6 pratas e 8 bronze). O país ainda tem chances de ganhar medalhas tanto de bronze, quanto de prata e ouro nessa reta final das olimpíadas.
Depois de chegar a Paris mirando o recorde de medalhas e superar a Olimpíada de Tóquio 2020, que ficou em 12° posição com 21 medalhas (7 ouro, 6 prata e 8 bronze). Mas nessa reta final, fica claro que não superaremos a marca da edição passada. Porém, o Brasil igualou as marcas de Pequim-2008 e Londres-2012, se mantendo no pódio e incomodando os países com seus talentos.
Com 16 medalhas conquistadas até o momento, o Brasil já tem garantidas outras duas no futebol feminino e no vôlei de praia, totalizando 18 conquistas e igualando o desempenho em Pequim-2008 e Londres-2012. E podendo conquistar um pódio na ginástica rítmica, no Atletismo com Alison do Santos (Piu), e Almir dos Santos com salto com vara. Além de ganhar na repescagem, Giullia Penalber na modalidade de Wrestling e seleção Feminina de Volêi lutarão pelo bronze.
Carregando o ouro nas costas, as medalhistas Rebeca Andrade e Bia Souza lideram o pódio nas modalidades de ginástica artística e judô. Na luta, a equipe brasileira conquistou o bronze, enquanto Bia Souza foi ouro, Willian Lima, prata, e Larissa Pimenta, bronze. Na ginástica, Rebeca Andrade conquistou o ouro no solo, duas pratas (salto e individual) e a equipe feminina levou para casa o bronze por equipes. Individualmente, Rebeca Andrade é a brasileira com mais medalhas em Paris. Ao todo, são quatro conquistas: um ouro (solo individual), duas pratas (geral e salto no individual) e um bronze (equipes).
Medalhas do Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024
2 Ouros – Rebeca Andrade (ginástica artística) e Beatriz Souza (judô)
6 Pratas – Isaquias Queiroz (canoagem de velocidade), Willian Lima (judô), Caio Bonfim (marcha atlética), Rebeca Andrade (2 na ginástica artística) e Tatiana Weston-Webb (surfe)
8 Bronzes – Gabriel Medina (surfe), Bia Ferreira (boxe), Edival Pontes (taekwondo), Larissa Pimenta (judô), equipe feminina de ginástica artística, equipe de judô, Rayssa Leal (skate) e Augusto Akio (skate)
Atletas que marcaram nossos corações
Apesar das lamentações, o time do Brasil veio em peso nessa edição somando 274 atletas para competição, suando muito seus uniformes e representando o país como ele é com Glória e Honra. É perceptível que depois da edição de Tóquio 2020, os demais países se esforçaram muito para estar à altura do Brasil. Em todas as modalidades que o país participou, ficou entre os 8° melhores do país, esbarrando quase no melhor do mundo.
Um dos exemplos, são as meninas da Seleção Feminina de Volêi que não foi superada em nenhum jogos nas classificatórias, nas oitavas de final e quartas de final, ficando sempre com pódios exemplares de 3 sets a 0 para os países. Infelizmente, as meninas enfrentaram o time dos EUA ontem(3 x 2) e perderam chances na final. Mesmo assim, a seleção tentou até o último minuto para as finais de vôlei.
Além dos injustiçados Gabriel Medina que não pôde estar no pódio de finalista devido à falta de ondas no Mar durante a sua bateria, ficando somente com o somatório de uma única onda. E da Tati Weston Webb que ganhou o prata, mas poderia ser ouro já que sua última onda tinha chances de sobressair nota da norte-americana, Caroline Marks.
Falta de patrocínio afeta os atletas
Apesar do enorme benefício do Bolsa Atleta dos atletas, ainda assim, fica a desejar com o incentivo ao esporte no Brasil. A falta de investimentos no esporte se intensificou ainda mais após a extinção do Ministério do Esporte em 2019, pelo governo Bolsonaro. Segundo dados divulgados pelo projeto Transparência no Esporte da Universidade de Brasília, o investimento para a formação e treinamento de atletas brasileiros para os Jogos Olímpicos de Tóquio foi de 2 bilhões de reais, valor que foi reduzido em 47% se comparado aos R$3,2 bilhões destinados para o ciclo olímpico anterior.
Além disso, os atletas procuram investimentos particulares com empresas e com países exteriores, como os EUA, que na última edição das Olimpíadas destinou cerca de 148 milhões para serem destinados ao desenvolvimento dos esportistas e de infraestrutura. O país marca presença em 25° edições das olimpíadas, participando todas as edições desde 1920 na Antuérpia.
O país tem muito a agregar ao Cômite Olimpíco Brasileiro com atletas excepcionais e lutar por pódios cada vez mais, mas é preciso muito incentivo do Governo e das marcas empresariais, como reconhecimento da população em dar visibilidade aos nossos atletas em redes sociais, contribuindo para patrocínios e apoiando em cada competição.








