Lei Maria da Penha: Dois casos de tentativa de feminicídio acontecem em Belo Horizonte

Publicado por: Geraldo Passos

Mesmo após 18 anos da criação da Lei Maria da Penha, casos como feminicídio ainda assombram o país. Nesta semana a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou uma coletiva de imprensa para informar sobre dois casos graves de tentativa de feminicídio ocorridos em Belo Horizonte. 

Primeiro Caso: Bairro Jatobá

No primeiro caso, ocorrido no bairro Jatobá, na região do Barreiro, um homem de 30 anos foi preso em flagrante após tentar matar sua companheira, de 29 anos, na presença de seus filhos. Antes da tentativa de feminicídio, o suspeito também teria cometido estupro e proferido ameaças de morte contra a vítima e seus familiares.

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A mulher conseguiu pedir ajuda enquanto estava no hospital, para onde foi levada pelo próprio agressor após convulsionar em decorrência das agressões. Mesmo no hospital, o suspeito continuou a violência psicológica, afirmando que estava arrependido de não tê-la matado e ameaçando concluir o ato.

Segundo Caso: Bairro Letícia

O segundo caso ocorreu no bairro Letícia, na região de Venda Nova. Uma mulher de 29 anos, grávida de três meses, foi brutalmente agredida por seu companheiro, de 31 anos. A tentativa de feminicídio foi interrompida pela intervenção da Polícia Militar, que chegou ao local no momento em que o suspeito enforcava a vítima com uma das mãos e desferia socos com a outra.

A vítima foi levada ao hospital, onde permanece internada em estado grave. De acordo com a investigação, as agressões foram motivadas por ciúmes, com o suspeito focando seus ataques na região abdominal, potencialmente colocando em risco a gravidez da mulher.

 

Atuação da Polícia Civil

A delegada Danúbia Quadros destacou que, além da tentativa de feminicídio, foi constatado o crime de estupro no primeiro caso, reforçando que o fato de os envolvidos serem casados não isenta o indivíduo da acusação de estupro quando a relação sexual ocorre sem o consentimento da mulher.

A delegada Marina Prado enfatizou a gravidade dos casos e detalhou as ações das polícias Civil e Militar que resultaram na prisão dos suspeitos. Em ambos os casos, foi representado pela conversão das prisões em flagrante para prisões preventivas.

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“Esses casos destacam a persistência da violência doméstica e a importância da atuação contínua das autoridades na proteção das mulheres”, afirmou Danúbia.

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