Congados e Reinados, um evento que destacará as profundas raízes afromineiras na cultura alimentar do estado. A celebração acontecerá no Palácio da Liberdade e contará com uma rica programação de atividades, incluindo bate-papos, cortejos, cozinha viva, oficinas e apresentações culturais.
A iniciativa é promovida pelo Governo de Minas Gerais através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). O festival conta com o patrocínio da Cemig e da Gasmig, viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Editais para Cultura Tradicional e Popular Anunciados
Em uma ação complementar, nesta terça-feira (30/7), a Secult e o Iepha divulgaram dois editais que totalizam R$ 4 milhões em apoio às culturas tradicionais e populares de Minas Gerais, por meio do Descentra Cultura – Fundo Estadual de Cultura.
O Prêmio Rainha Conga, destinado exclusivamente a mulheres, oferecerá 65 prêmios de R$ 20 mil, totalizando R$ 1,3 milhão. Já o Prêmio Afromineiridades disponibilizará 65 prêmios de R$ 40 mil, somando R$ 2,6 milhões.
A subsecretária de Cultura de Minas Gerais, Nathalia Larsen, enfatiza a importância dos editais: “O Prêmio Afromineiridades visa reconhecer todos os detentores do patrimônio imaterial, enquanto o Prêmio Rainha Conga é focado nas mulheres que preservam nossa cultura e arte. Estamos celebrando o reconhecimento tanto das mulheres quanto das expressões culturais”.
Reconhecimento do Patrimônio Cultural
O sábado (3/8) também marcará a reunião do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) no Palácio da Liberdade, onde será apresentado um dossiê sobre Congados e Reinados. Após a apresentação, o conselho deliberará sobre a inclusão dessas expressões culturais no rol de Patrimônio Cultural do estado. Parte da reunião será transmitida pelo canal oficial do Iepha no YouTube, e os ternos e guardas de Congado e Reinados acompanharão a transmissão no Palácio das Artes.
Desde 2021, o Iepha tem se dedicado à catalogação e pesquisa das expressões culturais Congado e Reinado. O dossiê elaborado sublinha a importância histórica e cultural dessas tradições e propõe medidas para sua preservação. O diretor de Proteção e Memória do Iepha, Adriano Maximiano da Silva, destaca o impacto do registro como Patrimônio Cultural: “Esse reconhecimento assegura a continuidade dessas tradições por meio de ações baseadas em demandas dos detentores culturais e em eixos de salvaguarda como transmissão, gestão participativa, apoio e promoção”.
A rainha Belinha, representante das Guardas de Moçambique e Congo 13 de Maio, expressa seu entusiasmo pelo reconhecimento: “Estamos colhendo os frutos do trabalho de nossos antecessores. Este reconhecimento é um tributo ao legado dos nossos tatas na construção de Belo Horizonte e Minas Gerais”.
Desfile e Exibição Histórica
Após a votação, aproximadamente 1,5 mil congadeiros de mais de 30 ternos se juntarão em cortejo em direção ao Palácio da Liberdade, onde o festival continuará. Ao chegar no Palácio das Artes, será hasteada a histórica bandeira de Nossa Senhora do Rosário, acompanhada pela bandeira de ferro fundido de Ouro Preto, que possui mais de 200 anos e foi produzida com técnicas africanas.
Leônidas de Oliveira, Secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, reafirma o compromisso do governo com a preservação das culturas populares e tradicionais: “As Congadas e Reinados representam a essência da nossa formação cultural e são símbolos de resistência, fé e arte”.
João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG, reforça a importância das manifestações culturais: “O povo negro que contribuiu para a construção de Minas Gerais também enriqueceu nossa cultura com cor e movimento, algo que celebramos e do qual nos orgulhamos”.
Para mais informações sobre a programação do festival, acesse o site oficial.






