Maduro é reeleito com 51,21% dos votos na Venezuela e lideres mundiais contestam o resultado

Publicado por: Geraldo Passos

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela declarou Nicolás Maduro vencedor das eleições presidenciais de 2024. Porém, líderes de grandes potências contestam o resultado e pedem por recontagem dos votos, alegando fraude nas eleições.

De acordo CNE, até a madrugada desta segunda-feira, com 80% das cédulas apuradas, Nicolás Maduro foi reeleito com 51,2% dos votos, enquanto seu opositor, Edmundo González, recebeu 44%. A oposição contesta os números e diz que o González venceu Maduro com 70% dos votos.

Diante desse cenário, diversas autoridades internacionais pediram transparência na apuração. Na contramão, presidentes e autoridades de países como Rússia, China, Honduras, Cuba, Bolívia e Nicarágua, parabenizaram Maduro pela vitória. As potências estão entrando com ações para buscar a veracidade das eleições.

Entretanto, o presidente afirma que esses atos são antidemocráticos e que sua eleição foi limpa. “Eu sou Nicolás Maduro Moros, o presidente reeleito da República Bolivariana da Venezuela. Irei defender a nossa democracia, a nossa lei é o nosso povo” proclamou Maduro ao dirigir-se aos seus apoiadores. 

O resultado representou um golpe democrático para a oposição venezuelana que apesar de dividida, se mantinha unida em torno da candidatura de González na esperança de ajudar a tirar o país de uma das piores crises econômicas recentes.

Além disso, em vídeos e relatos dos eleitores alegaram que o governo estava impedindo o acesso às atas de votação, com agressões físicas dos militares, expulsão da área de votação, impedindo o voto e instabilidade no sistema de transmissão de dados que atrasou de maneira adversa a transmissão.

Maduro votou logo no começo do dia, e disse que reconheceria os resultados oficiais. “Reconheço e reconhecerei o árbitro eleitoral, os boletins oficiais e garantirei que sejam respeitados”, disse Maduro a repórteres, após deixar o local de votação.

Em outro lado, alguns países se apresentaram como aliados e comemoraram a ascensão do presidente, entre eles: Rússia, China, Irã, Honduras, Bolívia, Catar, Cuba e Nicarágua.

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O presidente do Brasil, Lula ainda não manifestou sobre seus ideais políticos e ressaltou que não terá pronunciamento até que haja dados desagregados por mesa de votação.

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