Apesar da chegada do inverno e o clima seco de Divinópolis, o mosquito Aedes aegypti ainda assustam os divinopolitanos, e os cuidados preventivos devem ser mantidos. A cidade ultrapassou os 14 mil casos confirmados de dengue em 2024. Além das nove mortes registradas neste ano e nove ainda em investigação.
De acordo com os dados da Semusa, a cidade apresenta 16.816 notificações do caso e 14.018 casos confirmados somente neste ano. Se em comparativo com os demais meses do ano, até final de março a cidade apresentava 5.214 casos notificados e 3.501 casos confirmados da doença. Mesmo com a queda das temperaturas, a doença perdurou e teve um aumento de 10.517 confirmações.
Esses números atuais apontam o descaso da administração municipal com a população nestes últimos meses. Apesar disso, os dados do Semusa mostram que 91% dos focos de mosquitos foram encontrados em residências e 9% em lotes vagos. Porém, a última notificação do carro fumacê na cidade foi no final de março, e consequentemente no começo de junho que os casos começaram a aumentar.
O Centro (1.129) lidera o ranking de bairros com mais casos confirmados da doença. São José (330), Planalto (761), Bom Pastor (673) e Catalão (538) seguem a lista. Entre as faixas etárias, os jovens de 20 a 29 anos são os mais afetados, que já registram maior número de contaminação.
Contudo, Minas Gerais decretou o fim da emergência por arboviroses, apontada pelo secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fábio Baccheretti confirmou que o ano de 2024 teve a maior epidemia de dengue das Américas. Apesar do aumento significativo da doença, o secretário ressalta a baixa letalidade em comparação ao Distrito Federal – o estado que esteve acima de Minas Gerais de incidência dos casos.
Além disso, o secretário expressou otimismo quanto ao futuro. Com perspectivas positivas de fortalecimento no combate ao mosquito Aedes aegypti nos próximos anos. Isto porque as medidas para prevenção andam sendo aprimoradas entre os estes meses, uma delas é o uso de drones para encontrar pontos de focos de infestação e facilitar o trabalho dos agentes locais.
Além disso, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está em processo de compra de equipamento e métodos que visam anular a transmissão da doença.
— O método consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya se desenvolvam no inseto, evitando a transmissão das doenças. Estes mosquitos, chamados de Wolbitos, não são geneticamente modificados e não transmitem outras doenças — informou, em abril deste ano, o Ministério da Saúde.
Ademais, desde fevereiro de 2024, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição das vacinas para os municípios de todo o país. Inicialmente, as doses foram entregues para 315 cidades de 11 estados, porém Divinópolis ficou fora no primeiro momento.
A escolha foi realizada de acordo com os três principais critérios: ranqueamento dos municípios; quantitativo necessário de doses conforme a disponibilidade revista pelo fabricante; e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.
No dia 2 de maio, a Prefeitura anunciou que Divinópolis recebeu 3.182 doses da primeira remessa e totalizando 12.729 imunizantes, contemplando crianças e adolescentes, de 10 a 14 anos. Além disso, foi feito um mutirão para impulsionar a vacinação que aplicou mais de 800 doses.






