A Polícia Federal (PF) finalizou uma investigação que conclui a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro no desvio ou tentativa de desvio de mais de R$ 25 milhões em presentes de alto valor, como esculturas, joias e relógios, recebidos de países estrangeiros durante seu mandato. O relatório, entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (5), detalha uma associação criminosa focada em vender esses presentes oficialmente recebidos e converter os valores obtidos em dinheiro, que era incorporado ao patrimônio pessoal de Bolsonaro sem passar pelo sistema bancário formal, ocultando a origem dos recursos.
Bolsonaro e mais 11 pessoas foram indiciadas pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O documento, de 476 páginas, teve seu sigilo derrubado pelo ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (8), e agora será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre o prosseguimento do caso.
A investigação revelou que parte do dinheiro desviado pode ter financiado a estadia de Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele permaneceu por mais de três meses após deixar a presidência. A colaboração do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi crucial, evidenciando o envolvimento de outras figuras, incluindo o general Mauro Lorena Cid, pai de Mauro Cid, que teria intermediado o repasse de US$ 68 mil ao ex-presidente após a venda de relógios de luxo.
A PF anexou diversas provas, como comprovantes de saques bancários no Brasil e nos EUA, além de planilhas mantidas pelo assessor Marcelo Câmara, responsável pela contabilidade pessoal de Bolsonaro.







Quero que o inelegível tenha todos os seus inquéritos, respeitando-se a sua presunção de inocência, que o Presidente Lula não teve , durante todo o processo investigativo , que culminou com a sua prisão por 580 dias!