Divinopolitana nascida em 1935, Adélia Prado é amplamente considerada a maior poetisa viva do Brasil. Seu livro de estreia, “Bagagem”, publicado em 1976, recebeu elogios de importantes poetas, incluindo Carlos Drummond de Andrade. Formada em magistério, Adélia atuou como professora por 24 anos antes de se estabelecer como escritora. Drummond destacou seu talento escrevendo: “Adélia é lírica, bíblica, existencial, faz poesia como faz bom tempo.”
O trabalho de Adélia é marcado por uma profunda sensibilidade para questões existenciais, mesclando misticismo e cotidiano em seus poemas. Ela aborda temas como vida interior, religiosidade e a experiência feminina.
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Com mais de 20 livros publicados entre poesia, prosa e antologias, Adélia é conhecida por escrever do ponto de vista de mulheres dedicadas à família, enfrentando a morte, apreciando a sexualidade e reverenciando a Deus. O poeta Affonso Romano de Sant’Anna observou que “Adélia não usa uma linguagem de empréstimo aos homens,” mas “está ali pisando no seu chão,” “com um caderno de poesia ao lado do fogão.”
O Prêmio Machado de Assis é um dos mais prestigiados reconhecimentos literários do Brasil. Instituído em 1941, o prêmio homenageia autores pelo conjunto de sua obra, com vencedores ilustres como Gilberto Freyre, Fernando Sabino e Ruy Castro. Os laureados são escolhidos pelos membros da ABL, destacando-se pela qualidade e impacto de suas contribuições à literatura brasileira.