Na manhã dessa terça-feira (18/6), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou a Operação Istambul, cumprindo 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Abaeté, Nova Serrana e Lagoa da Prata. A operação teve como objetivo desmantelar uma organização criminosa envolvida na lavagem de capitais provenientes de atividades ilícitas. Durante a operação, a polícia encontrou uma fábrica em Nova Serrana dedicada à produção de produtos falsificados de marcas renomadas. No local, foram apreendidos uma grande quantidade de calçados falsificados, insumos para a produção e maquinários. O proprietário da fábrica, de 46 anos, e dois funcionários, de 31 e 46 anos, foram autuados em flagrante e liberados após pagamento de fiança. O empresário detido é suspeito de ser um dos colaboradores financeiros da organização criminosa.
A Operação Istambul foi coordenada pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), com apoio do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes (Deccof), da Coordenação de Recursos Especiais (Core) e da Coordenação de Operação com Cães (COC).
Investigação e Prisões
As investigações tiveram início no primeiro semestre de 2020, quando a 3ª Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico prendeu em Divinópolis um homem apontado como principal narcotraficante da região centro-oeste de Minas Gerais. Condenado a 20 anos de prisão, ele perdeu 18 imóveis e sete veículos.
Após a prisão, um novo líder surgiu na hierarquia do tráfico de drogas, e a PCMG detectou conexões criminosas em várias cidades da região. Em maio de 2022, a primeira fase da Operação Istambul foi desencadeada. Em agosto de 2022, o novo líder foi preso em Pará de Minas com uma grande quantidade de drogas, armas e dinheiro.
As investigações revelaram uma célula criminosa com estrutura empresarial em Nova Serrana, dedicada à fabricação de calçados falsificados. “As investigações não só apontaram a associação em consórcio para a aquisição dos entorpecentes como uma estrutura empresarial sediada em Nova Serrana e estrutura industrial na dedicação a contrafação, consistente no uso ilegal de ativos de propriedade intelectual, através da fabricação de calçados das maiores marcas de renome no Brasil”, concluiu Davi Moraes.






