Os artistas de Divinópolis se mobilizaram na última semana e emitiram uma nota de repúdio contra a Prefeitura, devido ao teor do edital para a programação do festival Divino Inverno, a ser realizado em julho deste ano.
Diferente das atrações de renome nacional, que virão de fora e receberão cachê, alimentação e hospedagem, os profissionais da arte locais não terão as mesmas condições.
O documento traz elementos que causam indignação à classe, uma vez que o prefeito da cidade, Gleidson Azevedo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), apresenta uma proposta a qual desvaloriza os artistas locais.
Veja abaixo os trechos questionados
8.1 – As apresentações serão de forma gratuita, não acarretando ônus para a prefeitura e como forma de parceria para a realização do evento 2ª Edição do Divino Inverno.
8.3 – A SEMC não se responsabiliza pelo transporte, alimentação, hospedagem e outras despesas relacionadas à execução do serviço contratado.
Nas redes sociais, eles se uniram e reivindicaram, tendo recebido apoio da categoria e também de lideranças diversas do município.
Leia a seguir a nota de repúdio na íntegra.
NOTA COLETIVO MUSA
Nós, do coletivo MUSA – Mulheres Unidas na Arte, viemos à públicos manifestar a nossa imensa indignação com o edital, “Divino Inverno”, em que, na realização de um evento público no município que depende de atrações artísticas para garantia de lazer e qualidade à população, direciona para que artistas trabalhem de forma gratuita a fim de, conforme previsto no item 8 do edital: “não acarretar ônus para a prefeitura e como parceria para a realização do evento”.
Salientamos e reafirmamos o nosso compromisso com a ARTE enquanto PROFISSÃO e nos SOLIDARIZAMOS COM A CLASSE ARTÍSCTICA do município de Divinópolis, que merece ser reconhecida como classe trabalhadora assim como qualquer outra e, por isso também, tratada com respeito.
Em defesa e respeito aos profissionais da cultura, Coletivo MUSA, Mulheres Unidas na Arte.”
Divifest
Vale lembrar ainda que no última fim de semana, a Prefeitura de Divinópolis contratou o cantor e pastor irlandês David Quinlan, ao custo de R$ 50 mil reais, gasto este o qual não obteve licitação.






Esperar o quê de um governo municipal negacionista, que desrespeita a ciência, e Educação, a Saúde e que se compõem por pessoas fundamentalistas? O que é pior: conservadores FUNDAMENTALISTAS!
Uai, “uszartistas” valorizam tanto o social, o democrático, por que não doar um pouco do dom supremo que lhe foi conferido pelo universo em benefício da plebe? Quanta falta de solidariedade. Quanto materialismo. Desse jeito vão ser chamados de artistas de direita, capitalistas etc.
Obs.: vamos ver se publicam o meu comentário.
Para quem viu ou ouviu o bom dia Divinópolis o artista não sitou a atuação administração.
Disse governos passados.