No começo da noite de terça-feira (4), uma cena inusitada causou curiosidade e preocupação a pedestres, motoristas e comerciantes que passavam pela Avenida Primeiro de Junho na Casa Episcopal, residência do Bispo da Diocese de Divinópolis. Um homem apenas de sunga e com idade aparente de pouco mais de 60 anos, andava de um lado para o outro no passeio e dizia a quem parava para perguntar, que substituiria Dom Geovane. Convencido em sua mente, mas com nítidos sinais de surto psicótico, ele tocava o interfone e balançava a grade pedindo para entrar.
Muitos condutores e transeuntes ficaram curiosos com a cena, porém, apenas alguns de fato se propuseram a ajudá-lo. Uma mulher que mora em um prédio vizinho o reconheceu, tendo dito que ele chegou a ser porteiro de uma escola onde ela estudou. Após o Samu ser acionado, ela o convenceu de esperar no local, que iria buscar roupas para cobrir e aquecer o idoso. Outra mulher alegou que o viu mais cedo na missa e afirmou que ele ajudava lá, mas não estava no atual estado.
Pouco depois de voltar, o socorro chegou. O homem atravessou para pedir carona a casa de um suposto conhecido, entretanto, após ver que a unidade móvel iria levá-lo para a UPA e possivelmente medicá-lo – uma vez que o sujeito estava agitado e confuso, ele ficou ainda mais nervoso e ameaçou a equipe de reportagem “Se algo acontecer comigo, você será o responsável.”, vociferou.
Na manhã de hoje (5), segundo apurado pelo Divinews com moradores e comerciantes próximos, o rapaz teria sido reconhecido por amigos e familiares e recebeu ajuda dos mesmos, depois de ter se negado a receber auxílio médico e ir com os socorristas do Samu.
NOTA DIVINEWS (05/06 – 13h10): Devido a repercussão e sensibilização com o caso e uma suposta exposição da figura ativa na notícia, o Divinews vem por meio dessa nota expressar que, desde o princípio, o nosso jornalista foi direcionado para apurar todos os fatos.
Ele não apenas cumpriu com os princípios éticos e profissionais incumbidos à profissão, como se sensibilizou com o homem e ele mesmo chamou por ajuda, tendo ligado para os Bombeiros – que não puderam comparecer devido ao número de ocorrências no momento, e o Samu por pelo menos três vezes.
Além disso, o repórter, mostrou-se preocupado e ficou ao lado do idoso até que uma mulher busca-se roupa para o rapaz. E tambem aguardou a chegada da ajuda socorrista, em ato de empatia humanista e solidário.
Vale ressaltar ainda que, nossa equipe representada pelo jornalista, teve a ciência da preservação da imagem e sofrimento do homem, tendo desfocado seu rosto na foto. No vídeo publicado no Instagram, em que o mesmo não pode ser reconhecido, devido o ângulo e distância da filmagem.






