Exclusivo: DIAP divulga prognóstico sobre possibilidade de composição da futura Câmara dos Deputados a partir de 2023; Laiz Soares, Gleide Andrade, Fabiano Tolentino e Domingos Sávio foram citados


Segundo informações do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) que apresentou o seu prognóstico sobre a futura composição da Câmara dos Deputados – O prognóstico, feito desde 1990, é o 5º produto elaborado pelo DIAP sobre as eleições de 2022. O estudo faz parte da série Estudos Políticos e é divulgado pelo órgão aos seus filiados, em particular, e para toda a sociedade, em geral, com o propósito de identificar os partidos e candidatos mais competitivos na disputa pelas 513 cadeiras da Câmara dos Deputados – Com base eleitoral em Divinópolis, o DIAP apontou os seguintes candidatos: Laiz Soares (Solidariedade), Gleide Andrade (PT), Fabiano Tolentino (PSC) e Domingos Sávio (PL) – CLIQUE AQUI e veja todos os nomes citados pelo DIAP

Neste ano já divulgamos: 1º) a cartilha Eleições Gerais 2022; 2º) dossiê das eleições que simulou os impactos das novas regras eleitorais para os candidatos e partidos considerando a migração de votos na janela partidária; 3º) o Raio-x das candidaturas que fez um diagnóstico sobre os candidatos à reeleição na Câmara dos Deputados; 4º) Quem foi Quem no Congresso Nacional que sistematizou as bases eleitorais e um termômetro de como votou cada um dos parlamentares nas matérias de interesse dos trabalhadores e sociedade. O sexto e último produtos sobre estas eleições será a Radiografia do Novo Congresso Nacional, um verdadeiro retrato do resultado do pleito, com dados, informações e análise quanto à composição das futuras bancadas, as condições de governabilidade e outros aspectos relevantes das eleições gerais de 2022.

Desde o retorno à democracia, em 1985, os candidatos vinham recorrendo as coligações eleitorais (listas partidárias) para eleger seus representares no sistema eleitoral proporcional de lista aberta, considerado um dos mais complexos. Nas últimas eleições houve mudanças significativas na legislação eleitoral e partidária, como o fim do financiamento privado de campanha, possibilidade de janela partidária e o fim das coligações, bem como novas regras na conversão de votos em mandatos, especialmente no chamado sistema de “sobras”, que passou a exigir o atingimento de pelo menos 80% do quociente eleitoral para concorrer às vagas remanescentes ou não preenchidas na primeira rodada do quociente eleitoral.

Além de observar essas mudanças na legislação eleitoral e partidária, o prognóstico do Diap sobre os partidos e candidatos mais competitivos levou em consideração seis variáveis: 1) pesquisas de intenções de votos; 2) histórico eleitoral dos partidos e de seus candidatos; 3) coligações majoritárias em cada Estado; 4) projeções dos próprios partidos (lideranças e diretórios); 5) estrutura da campanha dos candidatos, inclusive recursos financeiros e acesso ao horário eleitoral gratuito; e 6) estratégias partidárias.

Diferentemente de muitas outras previsões, o DIAP não se limita a prever a futura composição dos partidos, mas fornece também os quantitativos possíveis de

partidos e federações, bem como indica os nomes com mais chances de ocupar as vagas na disputa eleitoral.

Alertamos, desde logo, que estudos com estas características, destinados a identificar os candidatos mais competitivos, estão sujeitos a imprecisões e surpresas, razão pela qual o fato de um nome constar desta lista não significa que o candidato será eleito nem que a ausência de algum candidato significa derrota. O motivo de eventuais imprecisões decorre, de um lado, do cálculo do quociente eleitoral, e, de outro, da existência de muitos partidos e de federações na disputa, o que dificulta a precisão do nome do partido e do nome que pode ocupar as vagas em disputa na eleição proporcional.

Advertimos, ainda, que não se trata de pesquisa eleitoral ou de indicação de voto, mas apenas, e exclusivamente, de exercício de previsão para possibilitar leitura acurada e reflexão aos agentes econômicos e sociais sobre a futura composição do Congresso e sobre a governabilidade do futuro presidente da República.

Com informações quantitativas e qualitativas disponíveis, é possível antecipar que a futura Câmara terá renovação entre 40% e 45%, com a reeleição de algo em torno de 300 deputados, assim como haverá pequeno crescimento dos partidos de esquerda e de direita e discreta queda nos partidos de centro, mantendo-se muito próxima da composição atual em termos de distribuição partidária. O levantamento considera o possível desempenho de cada partido em cada uma das 27 unidades da Federação.

Segundo a tabela a seguir, com a sistematização e a tabulação da pesquisa por partido, é possível afirmar que a federação do PT/PCdoB/PV e o PL devem fazer as maiores bancadas, seguido do PP, UNIÃO BRASIL, PSD, REPUBLICANOS e MDB. Esse grupo de partidos podem eleger o mínimo de 319 a 481 deputados federais, dessa forma existe uma expectativa de concentração de poder a esses partidos na próxima legislatura.

 

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