49,7% dos estudantes inscritos no Enem querem prova em maio de 2021


O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, nesta quarta-feira (1º), o resultado da enquete para a escolha do novo período de aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. De acordo com o resultado, 49,7% dos estudantes preferem que o exame impresso seja aplicado em 2 e 9 de maio de 2021 e o Enem digital em 16 e 23 de maio.

As outras opções de data eram o Enem impresso em 6 e 13 de dezembro deste ano e Enem digital em 10 e 17 de janeiro de 2021, que recebeu 15% dos votos; e Enem em 10 e 17 de janeiro de 2021 e Enem digital em 24 e 31 de janeiro, com 35,3% dos votos dos estudantes.

A pesquisa com os estudantes foi aberta no dia 20 de junho na Página do Participante, em que 1,113 milhão de inscritos participaram, cerca de 19,3% do total de mais de 5,7 milhões de inscrições no Enem 2020.

As provas, que aconteceriam em novembro deste ano, foram adiadas em função das medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Segundo o presidente do Inep, Alexandre Lopes, a data escolhida na enquete ainda não é oficial, mas será levada em consideração para a definição. Além dos estudantes, o MEC e o Inep irão consultar, também, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que estão tratando do cronograma das aulas no ensino médio, e as associações que representam as instituições de ensino superior, para saber a data que pretendem começar o primeiro semestre do ano que vem.

A expectativa é que a definição do período de aplicação da prova seja anunciada daqui duas ou três semanas. Conforme relata Lopes, independentemente da data, o governo está se preparando para garantir a segurança sanitária dos participantes e das pessoas que trabalham na aplicação do Enem, com a disponibilização de álcool em gel e máscaras, além de diminuir a quantidade de estudantes nas salas.

Sem Ministro da Educação

Nessa terça-feira (30) o professor Carlos Alberto Decotelli entregou seu pedido de demissão ao presidente Jair Bolsonaro, que aceitou. O ministro teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (25) e nem chegou a tomar posse no Ministério da Educação, após polêmica sobre seu currículo e alegar títulos que não tinha.

Após a notícia de sua nomeação, as universidades da Argentina, em que Decotelli afirmava ter feito doutorado, e da Alemanha, em que garantia ter feito pós-doutorado, desmentiram os títulos do professor.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também informou que Carlos Alberto não foi pesquisador ou professor da instituição, em nota de esclarecimento. Decotelli tentou justificar as mentiras no currículo em entrevista coletiva, alegando que cursou e foi aprovado em todas as matérias necessárias, tendo participado, inclusive da cerimônia de formatura na Universidade de Rosário. Sobre o pós-doutorado na Universidade de Wup-pertal, disse que “a pesquisa foi concluída” e que ele tem a comprovação de que o trabalho foi registrado em um “cartório acadêmico”.

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