TRAGÉDIA ANUNCIADA: UNA Divinópolis realiza simulado de incêndio fora dos procedimentos básicos (veja vídeo)


O Divinews ainda tenta apurar oficialmente junto ao comando do Corpo de Bombeiros de Divinópolis, se de fato eles foram comunicados previamente, e se o simulado de incêndio realizado pela UNA na noite desta última terça-feira (08), que foi um verdadeiro caos, criando perigo para os alunos e mesmo para as imediações,  seguiu o que preconizado na norma nacional a ABNT NBR 15.219/2005 – Existem diversas legislações que dispõem sobre a realização de simulações, porém todas devem seguir o escopo básico do âmbito federal – Pelas imagens dos vários vídeos enviados por alunos. O simulado serviu para demonstrar que em uma situação real, seria uma tragédia – Neste momento (10h) ocorre uma reunião interna no Corpo de Bombeiros de Divinópolis que está sendo discutido o assunto – A Prefeitura de Divinópolis precisa se pronunciar quanto a concessão de alvará para o estabelecimento de um curso em um prédio que inicialmente foi projetado para ser um conjunto de salas e não com capacidade para abrigar mais de 2 mil alunos. Com a discussão e aprovação da Mobilidade Urbana, nesta última terça-feira (09) na Câmara, a Secretaria de Meio Ambiente e Politica de Mobilidade Urbana, que é afeta à área também precisa se manifestar a respeito. 

Necessidade de divulgação

Primeiramente, deve-se informar todos os envolvidos quanto à existência do plano de emergência e, após, distribuir um manual básico sobre como agir durante sua execução – Quanto aos visitantes sem acesso diário ao estabelecimento, devem ser notificados do projeto por meio panfletos, vídeos e outros meios educativos.

Período em que deve ser realizado

O prazo máximo para realização das simulações varia de acordo com a parcialidade do treinamento e a intensidade do risco simulado (alto, médio ou baixo). Confira abaixo os períodos mínimos que devem obedecidos para a realização das simulações:

  • risco médio ou baixo: período de seis meses para simulados parciais e 12 meses para completos;
  • risco alto: período de três meses para os parciais e seis para os completos.

Procedimento básico

 Há uma série de passos que devem ser seguidos ao se realizar o treinamento. Veja em uma ordem lógica e de fácil entendimento a seguir:

Ao identificar a situação de perigo, alerte todos os ocupantes e acione os sinalizadores disponíveis no prédio. Analise a situação com cautela e confira os passos descritos no manual para planos emergenciais.

O Corpo de Bombeiros e outros órgãos — como a Polícia Militar — devem ser acionados imediatamente. Informe-os o endereço do local, nome do edifício e demais informações necessárias.

Caso haja vítimas, preste os primeiros socorros básicos ou peça a que alguém os faça até a chegada de um especialista.

Com o intuito de evitar que a situação se agrave, corte as fontes de energia e feche válvulas de tubulação e gás. Abandone a área e conduza todas as pessoas a um ponto seguro.

Após, isole fisicamente a área de forma a garantir que pessoas não autorizadas adentrem ao local. Se possível, confine e combata o incêndio com extintores até que profissionais cheguem ao local.

Revisão do plano de emergência

Após a realização do exercício, os responsáveis devem se reunir para avaliar sua eficácia, elaborando uma ata que conste, nos termos da NBR nº 15.219:2005:

  • Data e horário do evento;
  • Tempo gasto no abandono;
  • Tempo gasto no retorno;
  • Tempo gasto no atendimento de primeiros socorros;
  • Atuação dos profissionais envolvidos;
  • Comportamento da população;
  • Participação do Corpo de Bombeiros e tempo gasto para sua chegada;
  • Ajuda externa (por exemplo: PAM — Plano de Auxílio Mútuo etc.);
  • Falhas de equipamentos;
  • Falhas operacionais;
  • Se mais problemas levantados na reunião.
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