Os dois, Joesley e Ricardo Saud, os super delatores da JBS, que gravaram o presidente Michel Temer mandando que Joesley continuasse com a pagar mesada (propina) a Eduardo Cunha, após terem se auto incriminado em uma gravação feita sem querer, e que tiveram a prisão decretada pelo ministro do STF, Fachin pelas revelações feitas sobre o ex-procurador Marcelo Miller e ter feito escárnio sobre o STF e a própria PGR, se anteciparam e se entregaram a PF em São Paulo, neste último domingo (10), no início da tarde – Já na manhã desta segunda (11), a Polícia Federal amanheceu cumprindo diversos mandados de busca e apreensão em vários locais ligados a Joesley e Saud, além da residência de Marcelo Miller – Os dois, Joesley e Saud serão transferidos para a Superintendência da Policia Federal em Brasília, devendo chegar à capital Federal no início da tarde. E logo a seguir vão para o IML fazer o exame de corpo de delito.
ESTADÃO: O empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, e o diretor da empresa Ricardo Saud se entregaram na tarde deste domingo, 10, à Polícia Federal em São Paulo após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a prisão temporária dos dois delatores por cinco dias. Para o ministro, há “indícios suficientes” de que ambos violaram o acordo de colaboração premiada ao omitir a participação do ex-procurador Marcello Miller no processo de delação. Fachin afirmou ainda que há indícios de que as delações ocorreram de maneira “parcial e seletiva”.
Os benefícios concedidos a Batista e Saud foram suspensos temporariamente por determinação de Fachin. Segundo apurou o Estado, se a anulação da imunidade penal for mantida, uma das linhas de defesa analisadas pelos advogados de Joesley e da J&F é interromper a colaboração com a Justiça. Em outras palavras, colocar fim à delação premiada. Se isso ocorrer, todos os processos e procedimentos instaurados com base nas informações prestadas por Joesley e Saud sofrerão prejuízos imediatos e deverão ser comprometidos.
Só para se ter uma ideia dos eventuais prejuízos às investigações, Joesley e Saud, por exemplo, terão de prestar uma série de depoimentos à Justiça em processos já em andamento ou que ainda vão ser instaurados, como vem ocorrendo com o empreiteiro Marcelo Odebrecht, que teve a delação premiada homologada pelo Supremo e continua a colaborar com as autoridades. Se Joesley deixar de colaborar, isso poderia inviabilizar dezenas de processos contra políticos citados pelos executivos da empresa, entre eles o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foram alvo de gravações feitas pelo empresário.
A reviravolta no caso ocorre após os próprios delatores entregarem a gravação de uma conversa, ocorrida possivelmente no dia 17 de março, antes da assinatura do acordo. No áudio, Joesley e Saud falam da participação do Miller nas tratativas para a delação. O ex-procurador, que atuou na Operação Lava Jato, pediu exoneração da PGR em fevereiro, mas deixou oficialmente a equipe de Janot apenas em abril. Após sair do cargo, ele foi trabalhar no escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, que atuou em parte da negociação para a leniência do Grupo J&F.
Omissão. O ministro Edson Fachin decidiu pela prisão na sexta-feira à noite, no mesmo dia em que Janot encaminhou ao STF o pedido. Neste domingo, 10, ao tornar pública a decisão, Fachin deixou claro que, para e, há indícios suficientes de que delatores omitiram informações.
“Percebe-se pelos elementos de convicção trazidos aos autos que a omissão por parte dos colaboradores quando da celebração do acordo diz respeito ao, em princípio, ilegal aconselhamento que vinham recebendo do então procurador da República Marcello Miller”, afirmou.
Fachin disse ainda que, soltos, Joesley e Saud poderiam continuar ocultando informações da Justiça: “Em liberdade, os colaboradores encontrarão os mesmos estímulos voltados a ocultar parte dos elementos probatórios, os quais se comprometeram a entregar às autoridades em troca de sanções premiais, mas cuja entrega ocorreu, ao que tudo indica, de forma parcial e seletiva”.
Joesley e Saud se entregaram neste domingo, 10, à tarde na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Os delatores dormiriam no prédio e a previsão é de que eles sejam transferidos para Brasília ainda nesta segunda-feira, 11.
Em nota, o Grupo J&F declarou que seus executivos “não mentiram nem omitiram informações no processo que levou ao acordo de colaboração premiada”. No texto, o grupo assinalou ainda que os executivos “estão cumprindo o acordo”.
FOLHA: A Polícia Federal cumpre um mandado de busca e apreensão no Rio e quatro em São Paulo, manhã desta segunda (11).
No Rio, as buscas aconteceram na casa na casa do ex-procurador Marcello Miller, no Rio de Janeiro. Os agentes chegaram às 6h e deixaram o local por volta das 7h40, com dois malotes de documentos.
Ele está envolvido na polêmica que levou à suspensão do acordo de delação da JBS e à prisão do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud.
Seus advogados afirmaram que o ex-procurador “recebeu com tranquilidade” às ações nesta manhã e que colaborou com as equipes de investigação “apresentando tudo o que foi solicitado”.
“[Miller]” continua à disposição, como sempre esteve e sempre estará, para prestar qualquer esclarecimento necessário e auxiliar a investigação no restabelecimento da verdade”, afirmaram seus defensores, André Perecmanis e Paulo Klein, em nota.
A PF também realiza buscas na casa de Joesley e de Saud, além da sede da empresa e da casa do delator Francisco Assis e Silva, executivo da JBS —todos os endereços são em São Paulo.
As autoridades buscam documentos e áudios que ainda não foram entregues aos investigadores.
Os pedidos foram feitos pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizados pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin. A procuradora Janice Ascari, que trabalha com Janot, também está acompanhando a ação.
UOL: Os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, deixaram a sede da PF (Polícia Federal) por volta das 10:30h desta segunda-feira (11). Os delatores, que tiveram a prisão decretada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são transferidos para Brasília nesta tarde.
Os pedidos de prisão de Batista e Saud haviam sido feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na sexta-feira (8). No domingo (10), o ministro Edson Fachin, do STF, acatou ao pedidos.
Janot também havia pedido a prisão do ex-procurador Marcello Miller. Fachin, no entanto, não aprovou a prisão. Na manhã desta segunda-feira (11), a PF fez buscas na casa de Miller e também na sede da JBS.
Em nota, a PF informou que “policiais federais cumprem cinco mandados judiciais expedidos pelo ministro Edson Fachin. São quatro mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo e um no Rio de Janeiro”.






