Serviço de bombeiro: mais uma vez prefeito tenta apagar incêndio provocado por sua equipe de trabalho – Vladimir faz reunião para tentar explicar o inexplicável

Publicado por: suporte

O inexplicável, não é a situação em si, da existência ou não de corrupção no governo de Vladimir Azevedo, mais especificamente na SEMSUR – Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, mas as falhas de gestão que seus assessores, secretários titulares e adjuntos vem cometendo. Procedendo de forma amadorística não condizente e proporcional à expectativa que a população tinha no jovem e preparado governo de Vladimir Azevedo. Comprometendo desta forma sua carreira política.
 
Fatos
 
Diante das denúncias (veja carta) que Itamar fez na Câmara, para tentar apagar o incêndio houve na tarde de ontem, segunda-feira (16) uma reunião com a presença do prefeito Vladimir Azevedo, mais o secretário da SEMSUR, Adilson Quadros, e o gerente de pavimentação, José Eustáquio (Ferrugem). Simonides Quadros não compareceu, o prefeito, informou que ele estava doente, por isto não foi.
 
Estiveram na reunião, os assessores Fernando Ordones e João Luis de Oliveira (Pancho) e cerca de trinta calceteiros e empreiteiros.
 
Prefeito
Todos aguardavam ansiosamente a presença do prefeito. Ao chegar, demonstrando presa por ter outro compromisso, foi tácito e incisivo, afirmando que as frentes que já estão em andamento serão finalizadas, mas novas frentes só serão abertas após a apuração que o Legislativo está fazendo após as denúncias de irregularidades.
 
Vladimir aproveitou a oportunidade para anunciar a liberação de R$ 22 milhões de reais, através do Ministério da Cidade, para ser usado na pavimentação de ruas. E que, as obras devem começar em novembro, após o término das eleições. Disse que vai gerar cerca de 600 empregos diretos por dois anos.
 
Um dos empreiteiros presentes questionou afirmando que este tipo de calçamento, é literalmente da época da pedra, da pré-história e porque não é usado o asfalto. “Fazer é um coisa, mas fazer coisa ultrapassada, é burrice demais”, disse.
 
O prefeito, explicou que os asfalto tem seus inconvenientes, dentre vários, citou a impermeabilidade do solo e o aumento da temperatura na cidade.
 
Diante da insistência do empreiteiro e sua tentativa de aparte nas explicações do chefe do executivo. Vladimir disparou “Eu te ouvi, agora você me ouve!”
 
 
 
Adilson Quadros
O secretário da pasta, em sua fala, logo no inicio deu uma bronca no adjunto. “Passa uma cópia do decreto para o pessoal – Pedi o Simonides para fazer isto, não sei porque não foi feito”
 
E continuou: “De agora em diante só vamos aceitar calçamento bem feito!” – Uma pergunta que precisa ser feita, anteriormente era aceito calçamento mal feito?
 
Adilson afirmou ainda que o PAC não é dinheiro dado pelo governo federal, é dinheiro emprestado, depois o município vai ter que pagar.
 
Falou de sua idoneidade e “bravo” disse que vai processar esta pessoa que levantou a suspeita e ela vai ter que provar.
 
Finalizou conclamando a que todos o auxilie: “Se houver falcatrua, eu peço que me ajude a fiscalizar. Tem todos os dados aqui – A gente não consegue fiscalizar tudo e quem não completar o serviço, não vamos passar outro não”
 
 
João Luis
Segundo Pancho, foi em 1983 na gestão de Aristides Salgado, que ele mesmo implantou este modelo de processo de calçamento, em parceria com a comunidade.
 
Ao abrir a sua fala fez um exercício de matemática com os calceteiros, perguntando quantos metros de pedra são necessários para calçar 800 m2. Ao ouvir a resposta de 100 metros, ouviu também a observação sobre as quebras que existem nesta equação matemática.
 
Não soube explicar que as quebras era a menos e não a mais, só depois com o auxilio de um dos empreiteiros, o editor do Divinews entendeu.
 
E tais quebras ocasionam, posteriormente a solicitação de aquisição de mais pedras para complementar o serviço, aí sim gerando um pequeno excesso. Contudo, nada que comprometa.
 
João Luis, também pediu a parceria dos calceteiros, afirmando que de agora em diante tudo será fiscalizado.
 
Empreiteiro/Calceteiro
Wanderley Vicente Domingos, um dos empreiteiros da MV Pavimentações, insatisfeito com outros empreiteiros que não entendem direito e entram de pára-quedas no negócio. Disse que na sua pequena empresa são todos fichados (carteira profissional assinada), o que não ocorre com outros, pensa que a prefeitura precisava exigir isto.
 
Disse ainda que mesmo sendo prestador de serviço para o município a nenhum foi exigido CND (Certidão Negativa de Débitos – municipal, estadual e federal)
 
Ouça sua entrevista
 
 
Números
Ferrugem explicou que existem cerca de 20 empreiteiros como prestadores de serviços para a prefeitura nesta área de calçamento de ruas e que existem em andamento no momento cerca de 25 frentes de trabalhos e cada frente tem cerca de 1.200 m2 de calçamento por semana ao preço de R$ 8,00 (oito reais) o m2
 
Então, segundo informações de Ferrugem, se todas as frentes estiverem com trabalho são calçadas semanalmente 30.000 m2.
 
Ao preço de R$ 8,00 o m2 com cada empreiteiro fazendo cerca de 1.200 m2. Isto propicia um ganho de R$ 9.600,00 (nove mil e seiscentos reais) por semana. O total das 25 frentes gera o resultado de R$ 240.000,00 (Duzentos e quarenta mil reais) por semana. Projetando um mês R$ 960.000,00 (novecentos e sessenta mil reais) por ano.
 

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