A tarde desta terça-feira (07) esteve movimentada, tensa e matreira na Câmara de Divinópolis. Cada grupo com suas estratégias e jogadas políticas – O grupo liderado por Edson Sousa, Heloisa Cerri e Beto Machado eram favoráveis a um ano de mandato, já o outro liderado por Paulo César e Rodyson queria dois anos, seguindo instruções do Poder Executivo.
Antes que o projeto fosse direto para votação, o Presidente da Câmara, Edmar Rodrigues, suspendeu a sessão no plenário e para tentar um acordo de votação, todos se retiraram e foram então para uma reunião no plenarinho, longe dos olhos da imprensa e com acesso restrito aos funcionários técnicos e de confiança da Casa.
Pelo que se viu depois na retomada da sessão no plenário, não conseguiram chegar a nenhum acordo nos bastidores e o embate foi à público para os que lá estavam e para a TV Câmara.
O vereador Paulo César (PRB), sabendo que poderia ser derrotado na tentativa de se manter os dois anos para a Presidência da Câmara, como estratégia para ganhar tempo e tentar articular alguma saída, tentou pedir vista de sete dias.
Edson Sousa (PDT) afirmou então que votaria contra o pedido de vista do vereador Paulo César e falou da incoerência de Paulo César que assinou o Projeto para ser colocado em votação com o propósito da redução do mandato para um ano e agora queria votar a permanência de dois anos. Então que não assinasse.
Beto Machado (PSDB) foi outro que criticou a incoerência da “mesa”, que colocou o projeto para votação com o objetivo de voltar a Presidência para um ano, que foi um compromisso assumido ainda na eleição de Edmar Rodrigues, e depois querem manter os dois anos, então que não tivessem colocado o projeto para ser votado.
O vereador Antonio Paduano, tentando minimizar a tensão, mas também agindo estrategicamente, já que seu voto foi dado seguindo o que o governo queria (dois anos), reduziu o pedido de vista para até a próxima reunião (quinta-feira-09).
Rodyson do Zé Milton, com uma frase inócua afirmou que “naquela época (2008) eu entendi que seria colocado um projeto para votação e que necessariamente não seria um projeto que diminuísse o mandato para um ano”. E, invocando instruções do Presidente do partido, Luis Militão, de que a agremiação não estava preparada para votar naquele momento.
Já o vereador Adair Otaviano (PMDB) disse que vale mais a palavra de um homem que a sua assinatura. E que teve a hombridade de retirar seu nome em um acordo que na época (2008) fez com o Presidente Edmar Rodrigues. Finalizou, afirmando que se o Projeto foi colocado para ser votado, seria para mudar para um ano, senão não faria sentido colocá-lo em votação. E disse “votarei por um ano”
Roberto Bento (PT do B), outro aliado do governo, deu como motivo a tentativa de adiar a votação, a não presença do vereador Milton Donizete (PRTB), que tomará posse no próximo dia 9 (quinta-feira), no lugar de Fabiano Tolentino, eleito Deputado Estadual e que já deixou o cargo de vereador.
Heloisa Cerri, também falou da incoerência de se ter colocado o projeto em votação e tentar manter a Presidência em dois anos.
Diante dos discursos veementes da oposição que evocava a posição de incoerência dos que defendiam dois anos. E, com uma TV Câmara transmitindo alguns argumentos infundados e sem consistência lógica, retrocederam.
O vereador Paulo César, disse que se fosse para avançar na votação, ele retiraria seu pedido de vista de sete dias. Só que ele esqueceu que o pedido de vista que estava valendo era o do vereador Paduano, que era menor, até a próxima quinta-feira (09).
O vereador Paduano então, seguindo Paulo César, também retira seu pedido de vista e o projeto para a votação
A derrota dos dois anos de mandatos para a Presidência da Casa Legislativa compromete quase que irremediavelmente, qualquer possibilidade de vitória do vereador Paulo César (PRB), como candidato do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) à Presidência daquela Casa.
Uma curiosidade: nesta quinta-feira (07), no plenário da Câmara, disse estar lá casualmente, estava um dos assessores do deputado Jaime Martins (PR), Buião, que acompanhava o desenrolar dos acontecimentos atentamente.
Roberto Bento (PT do B)
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