Porque Vladimir Azevedo virou

Publicado por: suporte

Primeiro Fator (Estrutura)
Sua estrutura de campanha superava as dos demais candidatos com folga. Contou com uma grande agência de Belo Horizonte (Solution), e um marqueteiro com vasta experiência em campanhas políticas (Ronaldo – Irmão do Deputado Domingos Sávio). Tinha ainda o suporte de uma das melhores e mais qualificada agência de Divinópolis, a PRP do Paulo Bocca.

Segundo Fator (Recursos Financeiros)
Desde o inicio da campanha não faltaram recursos financeiros, oriundo dos próprios candidatos. Principalmente por seu Vice, José Francisco Martins. A influência do Deputado Domingos Sávio junto ao empresariado, também foi fundamental. O ápice da arrecadação foi quando as pesquisas o definiram como o segundo colocado. Aí as torneiras financeiras se abriram definitivamente.
Terceiro Fator (Oposição aberta)
 A sua estratégia de ser diretamente, sem medo e sem meios termos, um contraponto ao candidato Galileu Teixeira, o colocou como uma séria opção a ser considerado nas urnas.
 
 Quarto Fator (Debate)
 O Debate da TV Integração (Globo) foi decisivo para a consolidação do nome do Vladimir. Como o candidato Torquato mal orientado partindo para o ataque, única e exclusivamente tendo como alvo o Vladimir. Os demais candidatos, inadvertidamente, fez do Torquato uma “escada” para também tirar suas casquinhas.
O debate foi ganho por Vladimir, quando ele incorporou o papel de vitima, dizendo que havia uma orquestração contra ele e que todos se juntaram com o mesmo propósito, de atacá-lo. Neste ponto, ele catalisou a imagem de “coitadinho” ganhando o debate perante a opinião pública, principalmente a população de baixa renda e de periferia.
A explicação está no resultado dos paredões do programa da TV Globo, que vai ao ar todo inicio de ano. Trata-se do BBB – Big Brother Brasil. Este programa reflete muito bem o pensamento, comportamento e reações da grande maioria da população.
O brasileiro é sentimental, se posiciona sempre ao lado dos mais “fracos e oprimidos” e Vladimir, pelo menos no debate, estrategicamente, conseguiu passar esta imagem. Todos ficaram sensibilizados com os golpes desferidos por Jorge Torquato contra o “coitadinho” do candidato. Nesta altura do debate, o telespectador eleitor, já não prestava mais atenção no conteúdo do debate e nas propostas dos candidatos e sim na forma como os “truculentos adversários” o massacravam. Tanto foi assim,  que ele obteve diversos direitos de respostas. Preciosos minutos, que fizeram a diferença nas urnas. No debate a vitima deixou de ser o bom velhinho Galileu e passou a ser o desamparado jovem Vladimir, que de vilão atacante de Galileu, passou a ser vitima. Desempenhando assim, o papel que se Galileu estivesse presente, deveria ter representado. Os grandes responsáveis pela eleição de Vladimir foi Galileu, com sua ausência e Torquato com seus ataques.
  
Quinto Fator (Pesquisas – Voto útil)
Tão importante como o debate foi o poder econômico do candidato na reta final. Quando todos os candidatos já faziam água, com a língua de fora, sem recursos financeiros. Vladimir foi catapultado financeiramente, por pesquisas que lhe davam o segundo lugar. Aí, os empresários que andaram arredios durante toda campanha eleitoral, pelo excessivo numero de candidatos, abriram os cofres definitivamente praticando a doação útil. Conseqüentemente os eleitores, aqueles que não gostam de perder, praticaram o voto útil.
 

Sexto Fator ( Falhas dos adversários)

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 A fragilidade financeira e a desorganização da campanha dos seus adversários contribuíram muito para eleição de Vladimir Azevedo.
 
 
Jorge Torquato (PSOL) – Não teve equipe de campanha. Era ele, seu vice e mais um assessor. Foi a parte festiva desta eleição, com suas tiradas e expressões corporais nos vários debates realizados.
 
Marcos Vinicius (PSC – PT) – Sua equipe foi melhor que a do Torquato, mas reduzida e mambembe, como o próprio Presidente do partido a definiu. A campanha foi feita na raça, contra todos, inclusive com a dissidência de muitos membros dos dois partidos.
Os evangélicos, em tese, seus grandes eleitores, além de não votar maciçamente no candidato não agregaram outros votos, por conta do posicionamento radical de algumas denominações. Outro fator foi a central de boataria contra o candidato, como: iria matar os cachorros, acabar com a festa da cerveja, fechar todos os bares, etc…etc…
Para uma parte dos eleitores, o candidato colou excessivamente seu nome ao do Presidente Lula, perdendo com isto sua própria identidade.
 
Geraldinho Martins (DEM) – A sua estrutura de campanha e financeira foi uma das melhores entre os derrotados.  O fato é que, historicamente, o candidato não ajudou.. Existe um estigma com seu nome, que somente com um forte trabalho de marketing ao longo do tempo e um reposicionamento na sua vida pessoal será possível obter sucesso político no futuro.
 
Rinaldo Valério (PSB) – Desde o inicio, sua campanha foi prejudicada por sua impugnação. O eleitor também não entendeu o porquê da sua candidatura. Seu posicionamento ficou estagnado.
 
Galileu Machado (PMDB) – Uma das principais falhas do candidato foi não comparecer em nenhum debate, dando munição ao candidato vencedor. Confiou demais na sua liderança nas pesquisas iniciais. Foi polarizar com Vladimir ao final da campanha.
 
Geraldo Passos
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