Teria havido uma grande reforma administrativa na prefeitura. Foi o que disseram os jornais. Mais de 200 demissões. De verdade mesmo foram abertas vagas nos escalões inferiores para que a companheirada mais obsequiosa pudesse assumir o compromisso da reeleição. Quem viver verá.
No governo imaginário da cidade imaginária, tudo é possível. Até mesmo inaugurar como suas, obras concluídas por administração anterior, como é o caso do Crevisa, finalizado no apagar das luzes do governo Demétrius Pereira. E alardear verbas federais inexistentes para calçamentos e despoluição do Itapecerica.
De vera, preto no branco, dinheiro na conta, necas de pitibiribas. Trata-se de um mantra repetido na bíblia tucana, que recomenda infundir mentiras tantas vezes quanto sejam necessárias para escravizar mentes e aprisionar espíritos. Quem não se lembra do governo Domingos Sávio. E do midiático Aécio!
Passados dois anos de um governo amarrado pelo academicismo, delirante, teórico, sobretudo, resta um ano para cobrir o mandato com feitos palpáveis – o último semestre de 2012 não conta. ‘Nem o garçom serve o cafezinho’ – dizia Milton Campos.
O Hospital Público obra mais significativa, (e que será doado no futuro à Universidade Federal – o difícil é a manutenção) anda chafurdando pelas fundações na fase do ‘minhocuçu’. O Centro Administrativo certamente não sairá do papel e nem das ruínas adquiridas. E as casas populares do PAC é mérito do governo federal. Basta apenas comprovar condições de endividamento para colher uma cesta delas. E endividamento, todos sabem, é coisa para o futuro, que outro prefeito terá de pagar.
Tucano é rancoroso; tucano é centralizador. Nada que não saia da sua lavra circunstanciosa deve prosperar. Por isso criaram um ‘Conselho do Centenário’ partidário, de onde tentam arrancar dividendos, transformando em massa de manobra figuras reconhecidas e históricas da comunidade, submetendo-os aos ditames de jovens acadêmicos. O plano é fazer projeto para ser adaptado em vinte anos, ou seja: ’mexendo o doce, fingimos realizar’. Mas nada que não esteja contido na Agenda 21, e que com toda certeza não será cumprido por administrações futuras, essas, com seus próprios planejamentos.
Dia desses publicaram correspondência de Jurema Machado, do IPHAM, solidarizando-se, tecendo loas à condução do programa. Autoridade em patrimônio histórico, a divinopolitana jamais participou sequer de uma reunião e nem nunca se fez presente como membro do conselho. E o fez da forma mais conveniente, na base do afago. E se tem coisa que tucano mais adora é adulação.
Mas o Conselho do Centenário se esforça para fazer o melhor. Como exemplo claro e edificante, seus dirigentes chegaram a surpreendente conclusão de que o rio Itapecerica precisa ser despoluído. Ainda não perceberam que o ‘ressuscitamento’ do rio engolido executivos e parlamentares no decorrer da história mais recente. Mas enfim, os acólitos querem mais é chutar para o gol. Nem que seja para fazê-los contra.






