Caso Adimóveis é comparado ao escândalo “Madoff” e a Operação “M” com nuances da “Avestruz Master”

Publicado por: suporte

O remetente, um advogado, solicitou através de telefonema que seu nome fosse retirado do e-mail, por temer retaliações. Contudo, afirma que possui clientes que estão com ações em andamento contra a Adimóveis. Informou ainda a existência de diversas ações nas mãos de outros advogados.

O e-mail foi recebido às 00:40 nesta sexta-feira (15-05). Veja a seguir a reprodução do texto
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O escândalo Madoff “possivelmente” no interior de Minas Gerais (Adimóveis):

Acesse os links, leia, reflita e compare a matéria publicada em pelo Jornal Zero Hora em 14/05/2009!!!

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2509760.xml&template=3898.dwt&edition=12309&section=1001

Acho socialmente pertinente a discussão do cenário local em relação ao mundial.

Agora compare com o que está acontecendo com a Adimóveis em Divinópolis/MG:

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http://www.divinews.com/cidade/outras-noticias/5404-exclusivo-divinews-diretor-da-adimoveis-afirma-que-a-empresa-nao-esta-falida-.html

O Jornal Agora, o maior da cidade de Divinópolis/MG (porém sem site na internet), noticiou no caderno de Política do dia 26/03/2009, página 3-A, que a suposta “factoring” da Adimóveis tinha “10 mil clientes, pessoas que investiam dinheiro na empresa, alguns até recursosna ordem de R$ 2 milhões, outros, R$ 800, R$ 600 mil, além de pequenos“.

Factoring não é clube de investimento!

Cadê o Poder Público local? Cadê a Comissão de Valores Mobiliários? Cadê a Polícia Federal? Cadê o Ministério Público Federal e Estadual? Cadê o Banco Central? Servem a que?

As circunstâncias implicam a necessidade do Poder Público averiguar os indícios. Infelizmente, todos estão inertes. Até o jurisdicionado está sem o apoio do Poder Judiciário, pois processos de execução se arrastam sem qualquer providência dos magistrados, diante dos graves indícios de possíveis crimes de ação penal pública incondicionada.

Poderemos estar diante de um novo caso tão grave quanto o recente golpe da “Avestruz Master“?

http://www.endividado.com.br/materias_det.php?id=23279

Qual é a solução?

QUEM É MADOFF
O PERFIL
Bernard Madoff, 70 anos, é um financista de Nova York que chegou a presidir a Nasdaq, uma bolsa que concentra a negociação de ações de empresas de alta tecnologia, informática, telecomunicações e outros ramos.
A FRAUDE
Com perdas estimadas pelas autoridades americanas em US$ 65 bilhões, o esquema de Madoff era do tipo pirâmide. Esse nome vem da ideia de que uma grande base sustenta um topo menor. Os primeiros investidores ganham um rendimento mais atrativo do que a média do mercado oferece e atraem novos aplicadores, que passam a fornecer ganhos para o topo. O esquema funciona enquanto entram mais pessoas do que saem. Quando o movimento dos resgates começa a aumentar, a base se desmonta e expõe a falta de lastro da operação.
AS VÍTIMAS
Além de fundos de grandes bancos, como Santander e HSBC, celebridades como o diretor de cinema Steven Spielberg, o casal de atores Kevin Bacon e Kyra Sedgwick, o prêmio Nobel Elie Wiesel.
O QUE ACONTECEU
Madoff se confessou culpado de 11 acusações de crimes financeiros, fraude e lavagem de dinheiro. Está preso desde março, teve parte dos bens bloqueados, mas as vítimas seguem sem perspectivas de recuperar seu dinheiro. A sentença, que pode chegar a 150 anos, será pronunciada em 16 de junho.

Jornal ZERO HORA(RS)

OPERAÇÃO M
PF desmonta a versão gaúcha de Madoff
A exemplo do esquema americano, grupo montou no RS sistema ilegal de captação de dinheiro
Criado por uma gaúcha de 62 anos e semelhante à maior fraude financeira da história – a do norte-americano Bernard Madoff –, um esquema ilegal de captação de dinheiro com sede em Porto Alegre foi desmontado ontem pelo Grupo de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal (PF) no Estado. Quatro pessoas presas, documentos apreendidos, contas congeladas e bens sequestrados foram o primeiro resultado da operação M, iniciada em janeiro. A PF mantém os nomes em sigilo, procedimento que afirma estar adotando em todas as operações.

Como Madoff, a suposta chefe da quadrilha gaúcha, cujo nome começa com M, conquistou credibilidade atuando no sistema financeiro. Iniciou as atividades ilegais, segundo a PF, há cinco anos, quando saiu do banco em que trabalhava levando clientes consigo. Montou uma empresa de consultoria financeira e, inicialmente, atuava de forma legal, indicando investimentos.

Com o passar do tempo, porém, passou a fazer captação de recursos sem autorização do Banco Central (o que é crime). Para atrair mais aplicadores, oferecia remunerações de até 8,4% mensais – cerca de 10 vezes acima da média do mercado.

Como Madoff, a mulher apontada pela PF como chefe do esquema fazia transações bilionárias. O valor que circulava nas mãos dos presos no momento é estimado de forma preliminar pela PF em R$ 2 bilhões. Como o grupo atuava havia pelo menos cinco anos, o volume total movimentado é desconhecido, mas já configura entre as maiores fraudes da história do Estado, como frisou o chefe do grupo de repressão a crimes financeiros, Alexandre Isbarrola:

– Apreendemos coisas que eu nunca havia visto, como cheques de R$ 5 milhões, R$ 10 milhões.

Como Madoff, o grupo tinha um sistema chamado de pirâmide financeira ou esquema de Ponzi. O dinheiro dos aplicadores mais recentes sustentava os ganhos dos que chegavam ao topo, que precisava da constante renovação de clientes para se manterem em pé. Parte das aplicações novas era destinada a remunerar as mais antigas.

Como Madoff, a gaúcha do grupo foi exposta pela crise. Em meados do ano passado, com menos clientes entrando para sustentar o pagamento dos rendimentos e mais aplicadores precisando de recursos para enfrentar o período difícil, a pirâmide desabou. A PF, porém, não informa se as aplicações feitas pelo grupo eram legítimas ou não. O principal problema foi a captação de recursos de forma ilegal.

– Isso configura crime contra o sistema financeiro. É o artigo 16 da Lei 7.492, é operar instituição financeira sem autorização do Banco Central – explicou o delegado que chefia a investigação, Renato Arruda.

PF estima em cem o número de vítimas do esquema

Foi a queixa dos clientes lesados pelo esquema de fraude gaúcha ao estilo Madoff que deflagrou a investigação da PF, a partir de cheques dados pelo grupo como garantia da aplicação sem fundos e extratos bancários falsificados que comprovariam o destino do dinheiro.

Pelo menos cem investidores são vítimas da fraude gaúcha à Madoff, com somas de R$ 10 mil a R$ 10 milhões. Desse total, cerca de 80% são pessoas físicas e os demais, empresas. Conforme o delegado Renato Arruda, não foi traçado o perfil desses clientes.

Bem diferente de Madoff é a punição que espera os supostos envolvidos na versão gaúcha da fraude da pirâmide. Enquanto o investidor dos EUA pode receber sentença de 150 anos, os locais podem receber pena máxima de quatro anos, segundo a PF.

Os quatro presos podem ser enquadrados nos crimes de operar instituição financeira sem autorização do Banco Central, formação de quadrilha, estelionato e evasão de divisas, porque há indícios de depósitos em dólares no Exterior.

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