Os discursos dos excelentíssimos no Plenário são de uma singeleza sem fim. Rapapés pra lá e rapapés pra cá. Controle total da bola. São embaixadinhas, bicicletas, matada no peito, chute de voleio. É tudo alegria
Como diz um determinado “jogareador”, namoraram, noivaram, casaram e agora estão em lua de mel. Mas, segundo ele, em breve o mel vai virar fel, tão logo entre em campo os primeiros projetos tão polêmicos quanto Romário, Edmundo e outros conhecidos brigões e catimbeiros.
Mas quando os principais artistas, articulistas e estrategistas, isto para não usar alguns termos não muito elegantes “macaco velho, raposa felpuda, etc”, voltarem das tão merecidas férias dos estratagemas e das jogadas armadas, o jogo pode mudar de lado.
Quando o jogo recomeçar de verdade, cada jogador terá que jogar na posição que o técnico indicar. Sem se fazer de vítima, de coitadinho, sem beicinhos e muxoxos.
As amizades de longa data com o presidente e com a diretoria não vão contar ponto, nem serão levadas em consideração. Porque, dizem os tais especialistas políticos, que política é pra gente grande. Tem que jogar bem, caso contrário, vai ser expulso de campo e ficar eternamente na reserva e outro será convocado para ocupar o seu lugar.
E quando as chuvas de março chegarem – até agora o que vimos foi apenas uma garoinha que transbordou o Rio Itapecerica – é aconselhável ter um bom guarda-chuvas e uma boa galocha pra não se molhar todo.





