Os cinco ministros da Primeira Turma do STF, Marco Aurélio, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Alexandre de Morais e Luiz Fux determinaram nesta terça (20) que Andréa Neves, irmã de Aécio Neves e seu primo Frederico Pacheco, fiquem em prisão domiciliar, ao mesmo tempo em que adiou duas decisões, o recurso do senador que pede para recuperar o mandato, e o pedido de prisão de Aécio, feito pela Procuradoria Geral da República – O placara se inverteu, com relação as decisões anteriores, já que Fux, mudou seu entendido. Então, por 3 votos a 2, os magistrados decidiram que Andrea Neves e Frederico Pacheco, além de Mendherson Souza, assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), devem cumprir medidas cautelares alternativas à detenção – Marco Aurélio, Moraes e Fux votaram pelas medidas cautelares – Ao julgar o caso de Mendherson de Souza, os três ministros entenderam que ele deveria cumprir medidas alternativas à prisão e estenderam a decisão aos outros presos na investigação (Andrea e Frederico) – Segundo os ministros, como os investigados não possuem antecedentes criminais e tampouco apresentam risco de fuga, a prisão domiciliar seria suficiente para impedi-los de influenciar nas investigações – Barroso adotou posição contrária à da maioria dos ministros. “Não há nenhuma dúvida quanto à materialidade e quanto à autoria, e não há dúvida de que o agravante [Mendherson] participou ativamente tanto do recebimento como da lavagem do dinheiro”, disse, ao votar para manter o assessor na prisão – “Todo o mundo viu o recebimento do dinheiro”, acrescentou Barroso, em referência às filmagens feitas pela PF.