
Ainda segundo o diretor, a Sala Vermelha já está preparada e atuante para atender os casos mais graves, de acordo com a classificação de risco. “Todos os casos classificados pela Regulação de Urgência e Emergência do SAMU, em laranja e vermelho, podem ser encaminhados para a nossa unidade mediante contato. Existe todo um fluxo programado para esse atendimento. Além disso, esses casos também podem ser encaminhados para outras unidades, mas a nossa é a que está mais preparada para atender os casos mais graves”, finalizou.
Para a Superintendente do Hospital São João de Deus, Elis Regina Guimarães, devido ao Hospital São João de Deus ser um hospital polivalente, não haveria possibilidade da instituição não estar diretamente vinculada à Rede de Urgência e Emergência, e que apesar das constantes dúvidas a respeito da gestão da Sala Vermelha e do custeio do serviço, é necessário reconhecer a importância deste para a sociedade que necessita deste modelo de atendimento. “Eu vejo a Sala vermelha como um benefício tão grande para a população, que às vezes não podemos mensurar apenas como um resultado econômico-financeiro. Ela tem um grande resultado assistencial para essa Região Assistencial Ampliada. Se amanhã percebemos que existem problemas na Sala Vermelha, mas que ela está ofertando a assistência esperada, temos que ter habilidade de ir em busca de recursos para um outro modelo de gestão que a viabilize. Mas nada disso pode tornar impossível um atendimento assistencial que pode salvar diversas vidas, porque a vida não tem preço”.
Por fim, Elis ainda destaca a honra em poder contribuir para o novo modelo de assistência da região que moldará o Hospital São João de Deus, consolidando-o como uma instituição que atende a alta complexidade. “Nós estamos trabalhando para isso. A Sala Vermelha vai se viabilizar, vai trazer pacientes de alta complexidade para o hospital e vai desenhar o nosso perfil efetivo que é da alta complexidade, possibilitando à população ser assistida. Isso para mim como gestora é de grande orgulho, por poder contribuir para o atendimento à população”.
A Sala Vermelha
A Sala Vermelha é destinada ao atendimento de pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos enquanto aguardam a definição do diagnóstico, uma cirurgia de emergência ou transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Conta com uma estrutura diferenciada, oferecendo estacionamento próprio para desembarque de pacientes, quatro camas para atendimento de pacientes do SUS e duas camas para usuários de convênio, possuindo ainda respiradores, carrinhos de emergência, acesso central, além de aparelhos de ventilação mecânica e monitoração cardíaca.
O atendimento à Sala Vermelha antes da inauguração do SAMU era realizado via regulação da Central de Leitos do Estado (SUS Fácil). Desde o dia 07 de junho, com a inauguração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, a regulação dos pacientes passou a ser feita pela Central de Urgência e Emergência do SAMU 192.
É importante ressaltar que nem todas as pessoas que receberem o socorro de um veículo de resgate têm o perfil para serem atendidos pela Sala Vermelha, uma vez que o espaço é destinado somente ao atendimento de pacientes de urgência e emergência, ou seja, aqueles que forem classificados em laranja e vermelho, de acordo com o Protocolo de Manchester.






