No dia 17, uma quarta-feira, duas cadeirantes, Leticia Ferreira e Isabel Soares (Bel), por conta própria, se propuseram fazer uma rápida incursão por alguns lugares da área central, e demonstrar de forma prática, através de filmagens, a falta de acessibilidade que os portadores de necessidades especiais encontram no seu dia a dia, ao tentarem entrar na maioria dos estabelecimentos comerciais, que não lhes dão as mínimas condições em seus direitos de acesso, nesta primeira fase, visitaram a loja do Boticário na Avenida Antônio Olímpio, que não possui rampa de acesso para cadeirantes, mas prometeram que iriam instalar com a reforma que será feita na loja. Depois foram tentar entrar na Embeleze, uma empresa de treinamento na área de estética, também na Avenida Antônio Olímpio, que não tem solução de rampa, por que o local ter um enorme aclive em suas escadarias. Lá, segundo elas, que enalteceram o bom atendimento, mas a solução de acesso, só será possível somente através de elevador. A boa surpresa que tiveram foi na Farmácia DIVIFAR que imediatamente ao vê-las, colocou uma rampa de acesso próprio para o acesso de portadores de necessidades especiais – Na rota as duas cadeirantes diante das esburacadas calçadas, com os mais diversos problemas, tiveram que em muitos momentos seguirem pelas ruas, também sem nenhuma condição de trafegabilidade para suas cadeiras – Nas equinas das Ruas Osvaldo Machado Notini e João Notini Bel e Leticia se depararam com um veículo estacionado em frente a uma rampa para cadeirantes, o que as obrigou a chamar os agentes da Settrans, que segundo elas, demoraram cerca de meia hora a chegar ao local. A seguir em uma calçada, foi feito um canteiro para a proteção de uma árvore, que impedia que as cadeiras passassem. Logo adiante, uma rampa de garagem criava um declive, que por pouco não jogou Bel ao chão. Elas então, Avenida Divino Espirito Santo, em direção à Avenida Sete de Setembro, resolveram correr riscos andando na rua. A surpresa maior e mais grave foi quando chegaram na esquina com a 7 de setembro, local em que a Construtora Pardini está construindo um edifício. No local, constataram não ter nenhuma acessibilidade no passeio, por que a obra avança em metade da calçada e está desnivelada. Isabel e Leticia foram além em suas fiscalizações voluntárias sobre acessibilidade, constataram também que a construção não tem tela de proteção, o que é obrigatório. O problema, segundo as várias denúncias que chegam ao Divinews, é que no município, não existe fiscalização de quase nada, em basicamente nenhuma área. Neste caso especifico, o Ministério do Trabalho não fiscaliza, o Ministério Público do Trabalho também não, o CREA idem, o setor de Código de Postura da Secretaria pertinente, muito menos. O resumo é que, se para o cidadão comum existem sérios problemas de acessibilidade, a situação é extremamente crítica para portadores de necessidade especiais. Em nome, dizem, do desenvolvimento, muitas empresas, principalmente as construtoras, não tomam cuidados básicos com o cidadão em seus empreendimentos privados - O Divinews em contato com a Comunicação da Prefeitura, obteve apenas a informação que são disponibilizados dois canais para atender as denúncias, pela internet através do site, e diretamente no setor de protocolo. Então o cidadão, cadeirante ou não tudo que virem de errado, deve fazer a denúncia que ela será apurada. Só não se sabe em quanto tempo.
Leticia e Isabel pretendem continuar com a série sobre acessibilidade mostrando as mazelas tanto no aspecto público, quanto as empresas que não se preocupam nem com a acessibilidade dos cidadãos, e muito menos com os portadores de necessidades especiais. Prometem novas incursões pela cidade.
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Crédito: Imagens, por pedido de Leticia e Bel, foram realizadas pelo Divinews, através de João Victor.