De acordo com o Jornal Estado de São Paulo A Polícia Federal (PF) indiciou Carolina Pimentel, mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o secretário de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais, Marco Antônio Rezende Teixeira, e o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães. Foram indiciados também dois executivos, Antônio Maciel, ex-presidente da CAOA e o presidente do GRUPO ALIANÇA, elon Gomes, ambos foram indiciados por falsidade ideológica e crime eleitoral no artigo 350, além do publicitário Vitor Nicolato, homem de confiança do empresário Benedito de Oliveira, o Bené, homem de estreita relação com o Governador Fernando Pimentel. Todos os indiciados são investigados na Operação Acrônimo que foi deflagrada em maio de 2015 para investigar esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimo do BNDES e lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de publicidade – Segundo observação do Estadão, o indiciamento não significa culpa provada, mas certeza da autoridade policial de que há fatos para denúncia e processo. A denúncia cabe ao Ministério Público, que pode aceitar ou não a conclusão do inquérito policial.
Ainda segundo o Estadão os denunciados assim se pronunciaram:
O criminalista Pierpaolo Bottini, que defende Carolina Pimentel, diz que, “ainda não teve acesso aos autos”. “Como é de costume na Operação Acrônimo, a defesa ainda não teve acesso aos autos e, por isso, está impossibilitada de comentar o fato”. O chefe da Casa Civil do governo de Minas Gerais, Marco Antônio Teixeira, informa que não tem informação sobre o indiciamento e que, por essa razão, não pode comentar. “Isso é muito estranho. Mas vou tentar me informar melhor durante a semana”, diz. O secretário de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, foi procurado por meio da assessoria, mas não ligou de volta. A assessoria informou que não conseguiu localizá-lo no domingo. O criminalista Eduardo Toledo, que defende o presidente da Aliança, Elson Gomes, afirma que o processo está sob sigilo. “O caso está sob segredo de Justiça, o que implica que qualquer manifestação será, como de fato está ocorrendo, no âmbito da Justiça”. O Grupo Aliança divulgou a seguinte nota: “A Aliança informa que não tem como comentar por não ser parte do caso.” O executivo Antônio Maciel não foi localizado pela Coluna.
A empresa de comunicação que pertencia à jornalista teria sido usada, segundo a Polícia Federal, pelo grupo de Benedito para movimentação financeira indevida.