Em consequência da notícia que foi veiculada pelo site do jornal Valor Econômico, e reverberada por mídias locais, incluindo uma emissora de TV, que pertence ao mesmo grupo de comunicação, que é da Globo. O deputado federal Domingos Sávio (PSDB) falou com exclusividade ao Divinews, dizendo que em 2014 quando foi candidato a reeleição ainda era permitido que as empresas fizessem doações diretamente para os candidatos e também os partidos. E o PSDB recebeu doações da Odebrecht, como relata o deputado: “como todos os partidos receberam, e destinou doações para vários candidatos, a deputado federal e deputado estadual, eu também recebi. Mas, no meu caso especificamente, eu nunca conversei sequer, nem pessoalmente e nem por telefone. Eu não conheço ninguém da Odebrecht, não tenho nenhuma relação. Nem sei nem se essa empresa tem sede em Minas Gerais. Se tem eu nunca fui, e nem mesmo fora de Minas, em Brasília ou qualquer outro lugar. Nunca tive nenhum contato, nunca pedi e nunca tive nenhuma oportunidade de receber qualquer recurso, da Odebrecht por uma ação minha – O PSDB recebeu doação da Odebrecht e destinou para a conta de campanha dos candidatos a deputado. No meu caso doou R$ 20 mil reais, que veio depositado direto na minha conta pelo PSDB, depois o partido comunicou que a Odebrecht doaria mais R$ 30 mil reais, totalizando R$ 50 mil reais, sem que eu tivesse solicitado ou feito contato. O meu partido doou, e era permitido e não havia nenhuma razão, seria algo totalmente fora de logica, eu dizer, que eu não queria a doação que o meu partido estava viabilizando para a campanha. Todos sabiam que aquela campanha era permitida as doações, tanto de empresas diretamente, quanto de empresa através do partido político”, explicou o parlamentar dizendo que a doação foi legal e que saiu na mídia uma tentativa de misturar as coisas, o que é ilegítimo com o que era legitimo – Domingos defende a continuidade da Operação Lava Jato com o objetivo de passar o país a limpo e punir os que estavam trocando apoios ou participando de licitações fraudulentas, para receber propina. Ele reforça que todos que cometeram crime devem pagar. Mas não se pode misturar quem recebeu doações dentro da Lei Eleitoral, “com esse tipo de coisa, é muita maldade e muita covardia, e portanto eu não só estou com minha consciência tranquila, mas estou com documentos para poder provar que foi uma doação legal” – Quanto questionado pelo Divinews, que o Valor Econômico além da denúncia, também citou o apelido que lhe foi atribuído, supostamente pela Odebrecht. Domingos respondeu que a imprensa é livre, mas que vai apurar a origem da matéria: “se a origem foi lá um funcionário da Odebrecht e teria incluído o meu nome, quem tem que ser punido é a pessoa da Odebrecht que está dando uma declaração falsa. E eu não vou deixar barato, por que tenho meu nome para zelar” – O deputado federal encerrar reforçando que nunca se relacionou com ninguém da Odebrecht e que quer distância “desse povo, especialmente hoje, que sabemos a podridão o envolvimento deles com o governo passado e até dias recentes”