O vereador e presidente da Câmara de Divinópolis, Adair Otaviano, em entrevista para o Divinews, na manhã desta quinta (06), reafirmou que a Casa Legislativa abrirá suas portas na próxima segunda-feira (10), de 8 às 18 horas. “Que depois de nove anos trabalhando somente na parte da tarde, passará a abrir de manhã – Isso é atender com respeito e qualidade o cidadão”, iniciou Adair, que a seguir referiu-se aos comentários que ocorrem na internet: “Está correndo aí nos grupos que o vereador Adair Otaviano está querendo dar prejuízo para a Câmara. Mentira! Eu nunca fui um ditador, sou um democrata. Essa Casa que faz Leis tem que ser democrata, é isso que vou fazer. Não tem nada com imposição, tudo será na base do voto” – O presidente falou sobre as Recomendações do Ministério Público para que o organograma da Câmara seja modificado, por que as nomenclaturas, não estão de acordo com as funções que o servidor exerce de fato – Adair explicou ainda que após mudar o horário para 8 as 18 horas, a demanda de trabalho aumentará, e que ele não pode, por força da lei aumentar o número de horas do servidor de carreira, por que tais servidores tiveram as horas incorporadas aos seus ganhos – A ideia de ter o quinto assessor, inicialmente não foi apenas de Adair, segundo ele, foi de onze vereadores. E explicou: “Nós pagamos para quatro assessores R$ 16 mil reais, no qual o primeiro assessor tem um salário de R$ 6.300,00 (seis mil e trezentos reais), que achamos um valor muito alto, por isso queremos fazer uma reorganização, uma readequação, com os salários do primeiro, segundo, terceiro e quarto assessores e fazer uma nova divisão de tais salários, colocando o quinto assessor, e isso não trará gastos para a Câmara. Porém como são 17 assessores a mais, como vamos investir no bom atendimento da população, vamos ter um gasto com a parte patronal, um tíquete de alimentação a mais e dois vales transportes para cada um. Esse valor comporta dentro do orçamento da Câmara”
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O vereador Adair Otaviano explicou também que o Orçamento da Câmara não pode ser mexido para executar ações que são de exclusividade do Executivo. Como por exemplo, fazer obras, gastos com a saúde, educação, cultura. A Lei não permite. E ainda que as sobras, se houver no final de cada exercício, se for devolvido algum valor. É o Executivo quem determina o que será feito. O Legislativo, nenhum vereador pode determinar o que será feito. “Logo, o dinheiro que é repassado para a Câmara, tem que ser gasto na Câmara e não em outro lugar.”
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O presidente reafirmou mais uma vez que o poder público, leia-se o Executivo e o Legislativo, não tem que dar lucro em qualquer ação, eles têm é que prestar um bom serviço para a população.
Em defesa do quinto assessor, o presidente disse que em alguns momentos, atualmente, nem sempre os quatro assessores estão no gabinete, pois alguns saem externamente por demandas dos cidadãos.
Acrescentou também que no passado, quando ele se elegeu pela primeira vez, só existia um assessor, que posteriormente passou para dois, três e agora são quatro, e sente a necessidade de um quinto para atender com excelência a população que busca o Legislatvio. E ainda que existem Câmaras Municipais, como Betim que são mais de dez assessores, o município cresce e a demanda também aumenta.