Após quatro horas de Audiência Pública sobre transporte, entre vaias e aplausos, reunião termina com encaminhamentos para o Executivo

Publicado por: suporte

A Audiência sobre Transporte Público, realizada na noite desta terça-feira (14), na Câmara de Vereadores de Divinópolis, com um público estimado em 300 pessoas, além dos vereadores, Print Junior, Roger Viegas, Nego do Buriti, Sargento Elton, Janete Aparecida, Delano Santiago, César Tarzan, Zé Luis, Renato Ferreira, Josafá e o presidente Adair Otaviano. E com uma mesa formada por vários segmentos da sociedade, além dos empresários representando o Consórcio TransOeste, Felipe Carvalho e Ascânio Junior, foi uma das mais longas dos últimos tempos, com quase cinco horas de duração – Lembrando que o pedido da Audiência Pública foi feita pelo Vereador Cleitinho, e presidida por duas Comissões, a de Administração, Edsom Sousa e de Justiça, Marcos Vinicius – Antes de começar a Audiência, o Divinews conversou o diretor da TransOeste, Felipe Carvalho, que inicialmente falou sobre as novas ferramentas que foram disponibilizadas pelos usuários, a seguir disse que a Audiência Pública seria mais uma forma de estar em contato com o usuário, ouvi-los e dialogar com eles e resolver os problemas – Sobre a CGO (Custo de Gerenciamento Operacional) e o preço da tarifa, afirmou: “existe muito falta de conhecimento dessas duas situações e vamos esclarecer, como por exemplo a Lei dos Trocadores, que é uma realidade que não é só de Divinopolis, Minas Gerais ou do Brasil, é do mundo inteiro. As cidades estão se adaptando a tecnologia e nós vamos o contexto dessa lei, e o que tiver que ser melhorado vamos estar aptos a fazer” – Felipe citou também dezenas de cidades de Minas, do Brasil e do mundo que o trocador está sendo retirado dos ônibus, foi de Formiga a Londres, passando pelo Rio de Janeiro e Buenos Aires, entre outras cidades citadas. Falou ainda sobre a diferenciação das tarifas de 3,45 com o cartão e 3,90 usando dinheiro, que aumenta a sensação de segurança nos ônibus por não circular moeda corrente. Do desconto de 50% na segunda utilização, quando o cartão é usado, denominada integração temporal – Quanto ao CGO, Felipe explicou que não são as empresas que pagam tal custo, quem paga são os usuários, por ele incidir diretamente no custo da tarifa. “Quando a gente discute isenção do CGO, estamos discutindo isenção para o usuário pagar. É claro que uma planilha tarifária é composta de inúmeros custos. E dessa vez, a queda de passageiro, foi o maior fator relacionado ao reajuste. O CGO era de 4%, foi reduzido gradualmente, foi para 3,5%, e hoje está em 2%. Divinópolis tem uma das maiores taxas tributarias do Brasil. Nós pagamos 5% de ISS e hoje 2% de CGO. Entendemos que essa desoneração, mesmo que seja gradual, ela é importante, é o caminho. As cidades maiores, já estão subsidiando a tarifa de transporte coletivo. São Paulo, por exemplo, paga R$ 3 bilhões por ano de subsidio a tarifa do transporte coletivo. Sai do caixa único da Prefeitura para subsidiar a tarifa. Em Divinópolis, a população ainda paga 7% de imposto, como disse reflete na tarifa, não são as empresas que pagam” – Logo após a entrevista de Felipe a Audiência Publica teve inicio com a composição da Mesa, e a fala do vereador Cleitinho, o solicitante da reunião.  

Entrevista de Felipe Carvalho – TransOeste

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Cleitinho disse ter solicitado ao executivo a planilha de custo e até aquele momento não tinha recebido. E que sem ela é impossível discutir. Explicou para a população e lamentou que esse tipo de decisão não passa pela Câmara, por que se passasse os vereadores votariam contrário ao aumento. Comparou o preço de Divinópolis, 3, 90, com os preços das passagens de São Paulo, 3,85, Rio de Janeiro, 3,85 e Curitiba, 3,85. “E Divinópolis é 3,90. Se tira o cobrador, se tira o CGO, e fica a 3,90 – “A voz do povo é a voz de Deus, quem está satisfeito com a Trancid levanta a mão? Estou aqui por vocês e acabou a mamata em Divinópolis. Agora é do jeito que o povo quer, estou aqui por vocês e vou até o fim”.

Fala do vereador Cleitinho 
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O vereador Marcos Vinicius, presidente da Comissão de Justiça, após o término da Audiência Pública, afirmou que: “Valeu muito. Toda discussão é válida já que traduz para os gestores municipais, demais autoridades, empresários, sociedade civil organizada, imprensa e comunidade a gritante insatisfação generalizada com o transporte coletivo de nossa cidade – Os encaminhamentos foram feitos e acredito nos resultados para retorno dos cobradores e para estudo aprofundado das duas últimas planilhas de custo que determinaram os reajustes das tarifas”.

Imagem da Audiência Pública
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Delano Santiago, também um dos edis mais atuantes na Audiência Pública, disse para o Divinews que essa Audiência Pública, foi uma das mais produtivas. Que foram feitos alguns encaminhamentos para o Executivo responder em 15 dias. 1) Por que a empresa não pode diminuir a idade de 65 anos para 60 2) Por que não pode dar 50% para os estudantes 3) Passe livre para quem faz tiro de guerra 4) E por que não pode diminuir a tarifa. – O vereador finalizou: “Foi dado o primeiro passo de muitos que teremos que dar”.

Alguns vereadores embora presentes, não se manifestaram, ou melhor, não abriram a boca para se colocarem sobre o importante tema que estava sendo debatido no plenário. E isso foi criticado veementemente pelos presentes. Até mesmo os cidadãos que estiveram na Audiência em apoio à TransOeste. O vereador Delano Santiago sobre isso se manifestou dizendo que, é melhor ser vaiado do que ser omisso.

Entre os participantes, os cidadãos que usaram o microfone. Os questionamentos contra a empresa foram maiores do que os que falaram favoravelmente, que foram alguns motoristas que se disseram satisfeitos com o atual modelo da não existência de cobradores em algumas linhas, e que isso não comprometia a sua atuação profissional. Toda vez que alguém tentava justificar as ações do consórcio era peremptoriamente vaiado. As críticas eram as mais variadas possíveis, passando pela questão do atendimento aos usuários cadeirantes, à falta de concorrência que a empresa não tem.

O presidente da UED, que também compôs a mesa da AP, afirmou que: “A UED considera importante o encaminhamento, onde aguardamos ansiosamente a resposta do chefe do executivo municipal e que independente da resposta é importantíssimo que seguindo a Cláusula 25, parágrafo primeiro do Contrato do Município junto ao Consórcio Transoeste seja feito uma revisão da tarifa por meio de uma auditoria”.

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Além das críticas aos vereadores que se calaram, sobraram críticas também, de um grupo mais “radical”, para os presidentes dos trabalhadores rodoviários e para o da Adefom, que na opinião deles não interagiram, como deveriam ter interagidos.

O resumo da opera, é que a sensação final, embora alguns vereadores tivessem feito discursos ufanistas de que o Legislativo vai fazer e acontecer, é que nada vai mudar, ficará tudo igual, já que a caneta está com o Executivo. E a exemplo da revogação do contrato com a Copasa, a empresa continuará com o prazo de termino das obras, para 2018.

Veja alguns vídeos de elogios criticas na Audiência Pública
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