A eleição do vereador peemedebista, Adair Otaviano, que há anos perseguia o sonho de ser o presidente da Casa Legislativa e por várias vezes esteve próximo de alcançá-lo, finalmente na tarde deste último domingo (01), após a sua posse como vereador reeleito para um mandato de mais 4 anos, com 9 votos favoráveis (Edsom, Delano, Marcos Vinicius, Janete, Ademir, Josafá, Kaboja e Nonato. E 8 votos contrários, Sargento Elton, Print Junior, Cleitinho, Zé Luís da Farmácia, Renato Ferreira, Roger Viegas, Nego do Buriti e César tarzam, foi eleito Presidente da Câmara para administrar a Casa no biênio 2017/2018 – Desta vez, diferentemente de outras eleições, o chefe do Executivo, Galileu Machado, assim como o seu vice Rinaldo Valério, também empossados no mesmo dia, não esconderam os seus empenhos diretos cabalando votos para Adair e sem abrirem mão e concessão para a chapa adversária. Segundo informações um membro da chapa 1, teria procurado Galileu no sentido de criar uma unidade e formar uma chapa de consenso para que não houve disputas, o que ouviu dele, era se quisesse que apoiasse de graça, da forma que estava, sem nenhuma alteração na chapa já composta de Adair Otaviano, com Josafá de vice-Presidente, Janete de 1ª Secretária e Nonato de 2º secretário
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O surrealismo desta eleição, como sempre ocorreram fatos “pitorescos” em outras eleições, e às vezes nada republicanos. Ficou por onta do vereador Kaboja que montou a chapa 1 da oposição, chegou a fazer discurso contra possíveis traições do grupo, e no final das contas, foi ele quem acabou traindo os oito integrantes da chapa 1.
Agora, é acompanhar as nomeações no Diário Oficial para saber, o que fez Kaboja mudar de ideia na última hora.. Há quem diga que foi pressão do presidente do PSD, Edimar Rodrigues, e do próprio deputado Jaime Martins, ambos do PSD. Mas é fato é que, a vitória de Adair Otaviano corrige algumas injustiça que foram cometidas contra ele, em eleições anteriores.
Há que saber como se comportarão os membros da chapa derrotada, se serão ou não automaticamente oposição ao governo. Todos eles neste momento, têm o discurso de civismo, de que votarão o que for bom para Divinópolis e sua população.
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O Presidente da Câmara, Adair Otaviano em seu discurso, afirmou que a partir de agora não existem nem vencedores, nem vencidos, quer trabalhar com igualdade com todos os 17 vereadores, para auxiliar na governabilidade de Divinópolis.
“Trabalhamos pensando no bem da nossa cidade. Agora é uma responsabilidade a mais. Nós sabemos que a presidência da Câmara, ele vem coroar um trabalho ao longo de 16 anos. Talvez fosse necessário esperar esse tempo todo. Mas aproveitamos isso para nos prepararmos e nos moldarmos para que na hora que isso acontecesse, a gente estivesse preparado. E nada acontece, sem que Deus o permita, e hoje Deus permitiu, através dos nossos colegas vereadores da maioria, chegamos a Presidência da Câmara Municipal – Não carrego a Presidência como status. Quero estar na Câmara, como um dos mais humildes vereadores. Não quero ocupar o cargo simplesmente por status. Quero, por esses dois anos, se Deus me permitir, ajudar ao prefeito desta cidade, que tenho a honra de ser do mesmo partido e tirar a cidade da situação difícil que ela se encontra. Há pouco o ex-prefeito decretou Estado de Calamidade Financeira, e há necessidade de ter uma união entre o poder Legislativo e Executivo. Se não for desta forma não conseguiremos tirar Divinópolis da situação que ela se encontra, e elevá-la ao ponto que ela necessita”, afirmou Adair na primeira parte de sua entrevista para o Divinews.
Quando questionado se o fato de ter existido duas chapas que disputaram não criaria dificuldades em sua gestão à frente da Câmara. O vereador entende que o processo democrático de disputa é importante e que viveu esse cenário muitas vezes ao longo dos 16 anos que está na Câmara. E que é um direito de todos pensarem diferentes um dos outros, se todos pensassem igual, seria uma coisa “idiota”, então, segundo ele, tem que ter pensamentos divergentes. “Desde que a divergência seja para o bem estar da cidade, dos divinopolitanos – Da minha parte vou encarar essa eleição como um processo democrático. Não existe vencedores nem vencidos. Daqui para frente somos 17 vereadores, com o prefeito e vice-prefeito para buscar solucionar os problemas da nossa cidade”





