
“Foi pela provocação que recebi dos pais de alunos, dos próprios alunos, e ao mesmo tempo fui provocado também por várias pessoas da sociedade civil organizada, professores, educadores das escolas ocupadas, fui provocado também por pessoas ligadas a justiça, advogados, várias pessoas da sociedade civil organizada que me procuraram, que reconhecem o trabalho que já faço, especialmente, contra a ideologia de gêneros nas escolas. E quando essas pessoas ficaram sabendo por meio de imagens, fotos e gravações que foram feitas nas escolas, mostrando que a ideologia de gênero estava sendo disseminada de forma sorrateira, com apologia ou até diretamente, essas pessoas se indignaram muito, por que essa manipulação não pode acontecer, especial por se aproveitar de uma situação de ocupação, que dizer, de forma clandestina e até criminosa, por que não há previsão legal para esse tipo de abordagem, muito pelo contrário, há uma proibição. Esse assunto foi vedado pelo Plano Nacional de Educação, foi proibido. Não constou do plano decenal municipal de educação. Essas pessoas se sentiram indignadas – Além do Enem que trouxe um stress. Além disso existe a possibilidade que implica com a perda do ano letivo, por causa dessas ocupações. Não se tinha até então uma definição de quanto tempo duraria a ocupação. Se outras escolas seriam ocupadas – A audiência vai ser muito importante, o promotor Carlos Forte Casé estará presente, apresentando a Ação Civil Pública que ele já ajuizou, cobrando do governo do Estado, uma medida, uma ação, e também da secretária Estadual de Educação e do Superintendente Regional de Ensino, uma manifestação, uma atitude, até por conta das responsabilizações que vão se seguir – Nós não somos contrários a manifestação, não somos contrários a protestos. O que queremos é que as pessoas não sejam tolhidas de seus direitos constitucional de ir e vir, é o acesso à educação. Não vou entrar no mérito da discussão da PEC 241, que limita gastos para educação e para a saúde, não estamos discutindo isso. A discussão desse assunto, o protesto, ele é necessário é benvindo. O que não concordo, é que estudantes que queiram estudar, sejam privados”.
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