Tanto o Poder Legislativo, leia-se os vereadores, principalmente a maioria que não foi reeleita, está em uma lastimável e profunda tristeza, uma “paradeza”. Nas sessões ordinárias, os projetos pautados numericamente são insignificantes e qualitativamente irrelevantes para a cidade e a sociedade. Os pronunciamentos, exceto de um ou outro vereador são sofríveis, se bem que…. – Não foi por falta de aviso, os sinais que eles receberam da população e ignoraram solenemente, não deram a mínima para a vontade popular em votar ou não votar determinados projetos. Seguiram fiel a vontade do Executivo na votação de muitas matérias contrariando os seus eleitores – Começaram a se queimar com a população, já no primeiro dia da atual legislatura, em 1º de janeiro de 2013, quando em uma sessão realizada no Teatro Gravatá, todos, com algumas exceções, votaram favoráveis a venda de 243 imóveis do município, e a partir de então seguiram votando com o Executivo. Somente no final de 2015, um ou outro vereador começou a se rebelar, e se comportar como oposição. Contudo, a maioria seguiu na base do governo, acreditando que alguns calçamentos de ruas, uma obrinha aqui, outra ali, conseguiriam salvá-los da derrocada nas urnas – Hoje estão lá, desanimados, sem vontade de fazer sequer um “pronunciamentozinho”. Como ocorreu na sessão ordinária da última terça-feira (08), que não tinha um único edil inscrito para usar a Tribuna- A pauta de votação de matérias também é sofrível, existem sessões que não existe um único projeto para ser discutido, quando aparece, é um, dois, três ou estourando quatro projetos – Perderam até a fome, agora comem apenas pão de queijo com um cafezinho magro, e bebem água. Acabaram os salgadinhos, refrigerantes, suco. – Já no Executivo, até mesmo o telefone geral, toca, toca, toca e demoram a atender. E achar um secretário, ou um servidor de segundo escalão, em início e fim de expediente, tá difícil – Mal comparando, parece fim de festa. As mulheres já desceram dos sapatos altos, se foi o glamour do início em que estavam todas estilosas e comportadas, agora já estão com o cabelo em desalinho, descalças com os sapatos nas mãos, alegres além da conta, dançando sem ligar mais para as aparências. Os homens já tiraram as gravatas, o paletó, também “alegrinhos”, acham que dançam bem, e se aventuram em dançar rock, funk, etc. Se bem que, no fundo estão todos descarregando a tensão, por que não sabem o dia de amanhã, principalmente os que ocupam cargos políticos, de livre nomeação – Uma outra comparação é com fim de feira, a hora de xepa, em que os feirantes querem mais é ir embora, e os xepeiros chegam para comprar frutas, verduras e hortaliças tudo ruim, amassadas, murchas, até estragadas. Assim está o clima nas duas casas – E para completar o desanimo, não sabem nem a quem pedir emprego, até então o ator principal está com uma pendenga na justiça, se assume ou não assume. A turma que migra de um governo para o outro, está ainda mais angustiada, ante a possibilidade de ficar desempregada.
Imagem do plenário no momento em que os vereadores estavam no plenarinho, fazendo um acordo, antes do projeto ser votado no plenário.