Servidores que atuam em presídios, penitenciárias e centros socioeducativos de Minas Gerais passarão a registrar as ocorrências que acontecem nessas unidades por meio dos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds’s). No país, apenas Goiás e Mato Grosso do Sul já possuem essa prática – Para isso, começou nesta segunda-feira (10/10) um treinamento no sistema do Reds, que era uma antiga demanda da categoria. A mudança resultará em economia, evitando o deslocamento e o empenho de policiais militares para fazer os registros – Anualmente, cerca de 15 mil ocorrências são registradas em unidades socioeducativas e prisionais do Estado. Com a capacitação, o registro ficará sob a responsabilidade de servidores da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) – Além de liberar policiais militares para o policiamento ostensivo, espera-se mais precisão nas informações desses registros primários, já que serão feitos por pessoas que estão no local e conhecem a rotina da unidade prisional – O secretário de Segurança Pública, Sérgio Barboza Menezes, trata-se de uma grande conquista para Minas Gerais. “O nosso desejo é a busca constante pela integração das forças de segurança e esta ação é um retrato disso. Buscamos a integração para elevar Minas Gerais ao patamar de excelência no combate à criminalidade no país”, ressaltou – Nesta primeira capacitação serão treinados os servidores do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira e do Centro de Internação Provisória Dom Bosco, ambos de Belo Horizonte – Posteriormente, serão treinados um grupo de servidores distribuídos pelas 18 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp’s) do estado, que vão se tornar, assim, multiplicadores do conhecimento de forma a atingir o conjunto das unidades prisionais e socioeducativas. O curso é presencial, com jornada de 64 horas, entre aulas práticas e teóricas. O objetivo é que todas as 187 unidades prisionais do Estado e as 36 unidades socioeducativas tenham servidores aptos a preencher o Reds em caso de ocorrências como lesão corporal, ameaça, dano, porte e posse ilegal de arma de fogo, porte ilegal de arma branca, ingresso ilegal de celular ou rádio, uso e consumo de drogas e tráfico ilícito de drogas.
O subsecretário de Segurança Prisional da Seap, Washington Clark observa que o curso materializa o sonho de todo o operador de segurança pública, que é a integração de todos os órgãos. “Essa já era uma ansiedade grande dos servidores: buscar a facilitação de levar os registros de eventos ocorridos nas unidades de maneira mais rápida”.