Após quase um ano do início do processo, nesta segunda-feira (12), o mandado do deputado Eduardo Cunha foi cassado, por larga maioria de votos. Foram 450 votos favoráveis a sua cassação, e apenas 10 votos contra, e 9 abstenções. Além da cassação, ele ficará inelegível por 8 anos, até 2027. Embora Cunha tenha uma série de acusações de corrupção o que pesou mesmo contra ele, o motivo central da sua cassação foi mentir para a CPI da Petrobras quando afirmou que não tinha qualquer tipo de conta no exterior. Cunha perde o mandato apenas 12 dias depois do impeachment de Dilma Rousseff. Ele como sempre, iniciou seu discurso de defesa, com a arrogância e a empáfia que lhe é peculiar, ao afirmar que tinha certeza que nenhum dos parlamentares presentes, tinha lido todo o seu processo de cassação. Os únicos deputados que o defendeu abertamente, foram Carlos Marun (PMDB-MS) e o Delegado Edson Moreira, de Minas Gerais, do PR. Os demais, que lhe faziam a festa, desapareceram – Os deputados federais com base em Divinópolis, Jaime Martins (PSD) e Domingos Sávio (PSDB) estiveram no plenário e votaram a favor da cassação de Cunha – Contudo, senão todavia, outros dois mineiros, Saraiva Felipe Mauro Lopes, ambos do PMDB, se abstiveram, junto com outros sete parlamentares, Laerte Bessa (PR-DF), Rôney Nemer (PP-DF), Alfredo Kaefer (PSL-PR), Nelson Meurer (PP-PR), Alberto Filho (PMDB-MA), André Moura (PSC-SE). A única mineira que votou a favor de Cunha foi Damina Pereira (PSL-MG).