Conforme divulgação nas agências de noticiais internacionais, o senador Bernie Sanders, ex-rival de Hillary Clinton nas prévias do Partido Democrata dos Estados Unidos, o mesmo de Barack Obama, divulgou um comunicado na noite desta segunda-feira (08), condenando e pedindo que o governo americano, de Barack Obama que até então tem se mantido em um silêncio sepulcral sobre a situação no Brasil, “tome uma posição definitiva contra os esforços para remover a presidente democraticamente eleita do Brasil”, Dilma Rousseff. Ele defendeu ainda a realização de eleições presidenciais antecipadas para resolver a crise política brasileira – “Para muitos brasileiros e observadores, o controverso processo de impeachment mais se assemelha a um golpe de Estado”, declarou o ex-pré-candidato, que ainda se disse “profundamente preocupado” na nota publicada em seu site oficial – “Depois de suspender a primeira presidente mulher do Brasil por razões duvidosas, o novo governo interino, sem um mandato para governar, aboliu o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Eles imediatamente substituíram uma administração diversificada e representativa por um ministério composto inteiramente por homens brancos”, descreveu Sanders – O senador independente, conhecido por suas posições progressistas, afirmou ainda que a nova administração, “não eleita”, rapidamente anunciou planos para impor austeridade, aumentar a privatização e instalar uma agenda social de direita – O apoio de Sanders à Dilma não foi o primeiro de membros do Congresso dos Estados Unidos. No mês passado, uma carta endereçada ao secretário de Estado americano, John Kerry, que esteve no Brasil na última semana para assistir à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, foi assinada por pelo menos 39 deputados (dos 435) - ”Escrevemos para expressar nossa profunda preocupação com acontecimentos recentes no Brasil, que acreditamos ameaçar as instituições democráticas daquele país”, diz um trecho do documento, que também pede que Kerry tenha a “máxima cautela” nos contatos com o governo interino de Temer e evite ações e declarações de apoio ao impeachment de Dilma.
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