Futuro político de Tia Eron está no voto: como ela quer fazer parte da história, como heroína ou vilã?

Publicado por: suporte

O voto de Tia Eron (PRB) na próxima terça-feira, na Comissão de ética da Câmara Federal, definirá não apenas o futuro de Eduardo Cunha, mas o dela próprio – Se Cunha fora cassado em consequência do decisivo voto de Tia Eron, que vai empatar a votação e o presidente da Comissão, José Carlos desempatará, cassando Cunha, ela torna-se heroína, com um “brilhante” futuro político pela frente, podendo se habilitar para ser candidata prefeita de Salvador, nas próximas eleições ou em 2020, quem sabe até mesmo disputar o governo da Bahia, em 2018 – Mas se Tia Eron, optar pelo voto contra a cassação de Eduardo Cunha, ela ficará bem com o partido, a Igreja Universal, e mesmo com o presidente Interino, Temer, que não quer ver seu parceiro de partido (PMDB) cassado, mas enterrará de vez seu futuro. É possível que sequer consiga ser reeleita em 2018 para a Câmara Federal e muito menos alçar voos maiores. Será carimbada como a deputada que absolveu um dos nomes mais odiado do Brasil, na atualidade. Talvez Tia Eron, em 2020 consiga uma nova reeleição para a Câmara de Vereadores de Salvador, de onde ela saiu – A Folha traçou o perfil de Tia Eron como uma equilibrista política, ou seja, pende para um lado e para o outro. Como exemplo, citou a Folha que ela já foi filiada ao antigo PFL, mas é a favor das cotas para negros, é obvio que o PFL era contra; É evangélica, mas tem dois homossexuais que trabalham em seu gabinete. Afaga o governado da Bahia, Rui Costa, que é petista, mas também é aliada do prefeito de Salvador, o ACM Neto, que é do DEM. Isso é o exemplo de equilibrista política – Tia Eron é o fiel da balança, pois dos 20 membros do Conselho, 10 são favoráveis a Cunha e 9 são contra, o voto de Tia Eron, pode ampliar o placar para Cunha, 11 a 9, ou empatar em 10 a 10 e o presidente José Carlos Araújo, desempatar contra Cunha, com o placar ficando em 11 a 10, e o projeto segue para o plenário da Câmara decidir.

LIBERDADE
Aliados dizem que a deputada terá liberdade para decidir o voto: “O partido não fará nenhum tipo de pressão. Ela votará com a sua consciência”, diz o líder do PRB na Câmara, deputado Márcio Marinho (PRB-BA).

A Folha apurou, contudo, que a deputada deve levar em conta a opinião do presidente do PRB, ministro Marcos Pereira (Desenvolvimento), de quem se tornou próxima desde que foi para Brasília.

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Por enquanto, prefere fazer mistério e capitalizar os holofotes. Já disse admirar a atuação de Cunha no comando da Câmara, mas disse ver “consistência” no voto do relator Marcos Rogério (DEM-RO) que pede a cassação do deputado.

ASCENSÃO
Desde que foi eleita deputada federal com 116 mil votos, empurrada pela Igreja Universal do Reino de Deus, Tia Eron ascendeu tanto na política baiana como estrutura nacional de seu partido.

Em 2014, foi a segunda deputada federal mais votada em Salvador, onde foi vereadora por quatro mandatos consecutivos, sempre com votações expressivas.

Com o sucesso nas urnas, chegou a ser cotada para ocupar a vaga de vice do prefeito ACM Neto na campanha deste ano.

Mas negociou a filiação ao PRB do chefe de gabinete do prefeito, João Roma, aumentando as chances de o partido ocupar o posto.

No início deste ano, Tia Eron foi alçada à presidência do partido da Bahia, desbancando Márcio Marinho, que comandava a legenda desde a sua fundação em 2005.

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A deputada entrou na política em 2000 com o apoio da Universal, tornando-se a primeira mulher negra vereadora em Salvador.

Logo na estreia foi a quarta vereadora mais votada, com 12,2 mil votos.

Antes, ganhou notoriedade na igreja, onde atuou como professora da Escola Bíblica Infantil.

Ensinava para as crianças enquanto os pais frequentavam os cultos, e por isso ganhou o apelido de Tia Eron.

Com formação técnica em administração, trabalhou como digitadora numa empresa de material eletrônico. Também prestava serviços comunitários em bairros pobres da capital baiana.

Mesmo ligada ao segmento evangélico, ascendeu na política defendendo bandeiras mais próximas de partidos de esquerda: a defesa das mulheres e dos negros.

Não enfrenta processos na Justiça. Mas no ano passado foi alvo de polêmica depois de a Folha revelar que cinco doadores de sua campanha recebiam bolsas de estudo pagas pela Assembleia Legislativa da Bahia na condição de alunos “carentes”.

Na época, a deputada disse que nunca fez parte da Assembleia e, por isso, não tinha ingerência sobre a concessão das bolsas.

Com Folha


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