
Além da prisão temporária de cinco dias de Rodrigues, também tiveram prisão preventiva decretada Neif Chala (ex-servidor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais), Alexandre Pereira Horta (engenheiro do Departamento de Obras Públicas de Minas Gerais), Luciano Lourenço dos Reis (funcionário da CWP Engenharia), Maurílio Reis Bretas (sócio administrador da CWP Engenharia), e o português Hugo Alexandre Timóteo Murcho (Diretor no Brasil da multinacional portuguesa Yser e da empresa Biotev Biotecnologia Vegetal). Os presos foram conduzidos à Penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Em nota, o governo atual, comandado pelo petista Fernando Pimentel, afirma que a auditoria abrangeu “diversos termos de cooperação técnica, convênios de transferências de recursos federais e outras parcerias, sendo todos firmados entre 2007 e 2014”.
“Os relatórios da auditoria foram encaminhados ao Ministério Público Estadual para as providências necessárias”, diz o comunicado. A Secretaria de Ciência e Tecnologia mineira diz que “encontra-se à inteira disposição de todos os órgãos de fiscalização para eventuais esclarecimentos”.
A Operação foi batizada de Aequalis, e significa “igualdade”, em latim.
LICITAÇÃO
Além do ex-deputado, outro preso foi o empresário Maurílio Bretas, dono da Construtora CWP (Construtora Waldemar Polizzi), que pertenceu a parentes de Anastasia até quatro meses antes de ele assumir o governo mineiro em 2010.
Em abril a Folha revelou que a empresa era investigada pela Controladoria-Geral de Minas Gerais por ser beneficiária de desvios de R$ 8,6 milhões do Hidroex e por ter deixado de pagar aos cofres públicos uma taxa de fiscalização da licitação no valor de cerca de R$ 400 mil.
No processo licitatório, a CWP despontou como vencedora por ser a única entre as cinco participantes que apresentou responsável técnico com capacitação suficiente para a obra. Apesar de já ter vendido a CWP, foi o próprio Waldemar Anastasia Polizzi, primo em primeiro grau do hoje senador, quem ocupou assinou a documentação como responsável pela obra.
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA’
Na votação da aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o deputado Caio Nárcio (PSDB-MG), filho de Rodrigues, votou pelo afastamento da petista citando a honestidade do pai.
“Por um Brasil aonde meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não eram possibilidade, eram obrigação”, disse Caio antes de votar a favor do impeachment. O deputado encerrou a fala com a citação: “Verás que um filho teu não foge à luta”.
Caio Nárcio acompanhou o pai até a sede do Ministério Público na manhã desta segunda.






