O vereador Hilton de Aguiar expressando o que pensam diversas pessoas ligadas à área da saúde do município e muitos cidadãos comuns que acompanham a novela do hospital, ao usar a tribuna na sessão ordinária terça (17), solicitou ao Presidente da Câmara, que várias autoridades fossem convocadas, ou para atenuar, “convidadas” para darem explicações sobre os eternos problemas do Hospital São João de Deus, que mesmo recebendo recursos do estado e município, seguem com os mesmo problemas financeiros, muito embora é sabido que, enquanto não houver uma repactuação da tabela SUS que é o grande gargalo para a resolução dos problemas, os recursos de R$ 4,5 milhões do governo estadual e mais os R$ 3 milhões do município que não são suficientes para a solução definitiva do caos que se estabeleceu no hospital. Mas o fato é que, segundo o vereador, o HSJD não tem repassado como deveria repassar os pagamentos para os médicos, o que tem causado paralisações constantes das clinicas. “Elas param, voltam a funcionar, depois param novamente. Está assim, em um vai e volta” – Embora, Glaucia Sbampato, gestora da Superintendência Regional de Saúde tenha afirmado para o DIVINEWS na manhã desta quinta (19), que os pagamentos do Estado estão em dia, falta apenas a última parcela de R$ 1 milhão que deverá ser paga até no final deste mês — A indignação do vereador Hilton se pautou em um problema com um cidadão que ocorreu na UPA, por não conseguir vaga para i hospital São João de Deus. Como ele, e também o vereador Edilmilson dão “plantão” na UPA, ele se sensibilizou com o caso e tentou resolver, mas foi frustrado logo no início, pois segundo ele, quando tentou recorrer ao promotor Sérgio Gildin, esse teria lhe dito que “ele (promotor) era só curador do hospital” – O edil, diferente de outro seu par de bancada, que só tem receio “dos homens da capa preta”, meio que temeroso para se referir ao diálogo tido como o promotor, afirmou: “Quando vem verba tudo ok, mas neste caso liguei para o Gildin e falei tá acontecendo isso, isso… Ele simplesmente não me respondeu direito, mas tá no papel dele como promotor, tem uns que (não completou a frase). Mas não vou ficar falando por que respinga na gente”, desabafou o inconformado e amedrontado vereador – Hilton seguiu questionando os graves problemas de gestão do hospital, afirmando que conversou com alguns médicos, e eles informaram que não receberam seus honorários, então o vereador questionou a votação do projeto EM-011/2016 que liberou R$ 15,6 milhões para a administração municipal, dos quais R$ 1,3 milhão para ser usado no HSJD, somente para pagamento de honorários dos médicos.
O vereador na sua indignação, pediu o que muitos já cansaram de pediram, o afastamento da DICTUM: “Essa empresa Dictum está fazendo uma sacanagem com o povo, se precisar vamos pedir o afastamento dessa empresa”. Na sequência disse não entender por que os promotores tanto insistem em deixar “essa maldita Dictum no Hospital São João de Deus”.
Sobre o mesmo tema, outros vereadores, Marquinhos Clementino, assim como Delano Santiago também abordaram o assunto, mas por outra ótica. Marquinhos falou que dos R$ 15,6 milhões que foram liberados para o município, somente R$ 1,3 milhão foi para o HSJD, que não resolveu o problema: “E querem com isso, fazer uma propaganda difamatória contra os vereadores, que votaram contra o projeto e não contra o hospital”, dando a entender os governistas exageraram nas críticas quando da votação do projeto, ocasião em que a bancada do PRO se retirou do plenário.
O vereador Delano Santiago, contrapôs a fala do vereador petista Edmilson Andrade de que os deputados federais, Domingos Sávio (PSDB), Jaime Martins (PSD) e Fabiano Tolentino (PPS), não fizeram nada para ajudar o hospital e neste momento seguem também nada fazendo. E a continuar assim, o hospital fechará suas portas em no máximo 30 ou 40 dias. Delano enumerou caso, a caso a intervenção de cada deputado a favor do hospital. Como ele já disse em outras ocasiões, o hospital está basicamente morto, só falta enterrar.
Ao término da sessão da terça-feira (17), o vereador reforçou o pedido para o presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja, que fosse oficializado a DICTUM, empresa interventora nomeada pelo Ministério Público para a gestão do HSJD, os médicos que estão com seus pagamentos atrasados, os promotores, o curador de Fundações, Sérgio Gilsin e o de saúde, Ubiratan Domingues, além da secretária de saúde, as clinicas médicas do hospital para que seja esclarecido a falta de pagamento dos médicos. Kaboja aceitou o pedido do vereador e solicitou que o presidente da Comissão de Saúde, Edmilson Andrade, providenciasse os convites para os “atores” envolvidos.
Na manhã desta quinta (19), o vereador em contato com o Divinews, reforçou que as clinicas de cardiologia e ortopedia não estão funcionando no HSJD, e com isso a UPA não consegue transferir pacientes, que lotam os corredores da unidade de saúde.
Com seus estilo peculiar, ele questiona: “O dinheiro dos médicos está atrasado, pergunte para os promotores se os salários do pessoal da Dictum está atrasado também, o do Afrânio (superintendente interventor do HSJD), queremos saber isso”.
Hilton, ao ser esclarecido que constitucionalmente, promotores não podem ser convocados e sim convidados, eles comparecem se quiserem, tanto no âmbito municipal quanto estadual para prestarem esclarecimentos. Já que o Ministério Público tem independência, mesmo assim o vereador insistiu que a Câmara “convocasse” os promotores.
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