Como já era programado pelo sindicato que representa os trabalhadores públicos municipais de Divinópolis (SINTRAM), a greve da categoria que teve início nesta segunda-feira (28), às 7 horas – por volta das 11h, portanto, antes do almoço no ápice da paralisação, segundo informações do comandante do policiamento no local, capitão Marcos Paulo, para a Comunicação da PM no grupo de WhatsApp, eram 300 servidores parados, e à tarde, às 14h30min, também segundo informações direta do capitão Marcos Paulo para o Divinews, apenas 150 ainda estavam na porta da Prefeitura – Na antessala do gabinete do prefeito, na parte da manhã, o Divinews contabilizou 22 servidores e à tarde 16 – O Divinews quando do momento da entrevista do secretário de Fazenda, Antônio Castelo, para o site, por volta das 11h30min, fez uma tomada aérea, do 13º andar e à tarde, por volta das 14h30min, fez outra, da Diretoria de Comunicação, localizada no 10º andar, ocasião em que foi informado a ausência do prefeito no prédio da Prefeitura, e que o número de servidores públicos do município são 4.700. Portanto a paralisação não chegou a 10%, e nesta terça-feira (29), segundo a presidente do sindicato, Luciana Santos continuará até que o prefeito Vladimir Azevedo, resolva retomar o diálogo. Apesar do secretário de Administração, que acumula também o cargo de secretário de Fazenda, Antônio Castelo, avalie que não existe a menor condições financeira da Prefeitura conceder qualquer tipo de reajuste. E na remota hipótese que isso venha a ocorrer, é certo que o pagamento que vem sendo feito até então, em dia, com certeza vai atrasar - A expectativa do SINTRAM para melhorar a adesão ao movimento grevista, é que categoria dos servidores da educação, que é representada pelo SINTEMMD, que realizará uma Assembleia Geral, no próximo dia 31, também delibere pela greve.
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A ESCOLHA DE SOFIA: “Ter reajuste e não receber ou não ter e continuar a receber em dia em período de extrema crise”.
Segundo o secretário de Fazenda a inflação no período da gestão do prefeito Vladimir Azevedo, de 2009 até 2015, cresceu 64%, incluindo a inflação de 11,24% de 2015. “Quando você confronta isso com a Folha de Pagamento, ela cresceu 112%, menos 64% houve um crescimento em folha de servidor, em torno de 48%”.
“Mas sempre falam o prefeito sempre deu a inflação. Não é assim, existe um PCCS que ele tem todo ano um crescimento em torno de 5 a 6%, e agora não vai ser diferente. Embora não vá dar a inflação. Mas a Folha de Pagamento do servidor ainda assim irá crescer em torno de 5 a 6%”.
“Quando você faz um comparativo, da Folha de Pagamento, versus receita do municipio, aí a folha é 112 e a receita 72, já dá uma diferença de 40%. Então não existe nenhum municipio que sustente uma situação dessa. Não podemos esquecer que, a folha de pagamento 31 de dezembro de 2008 era em torno de 91 milhões de reais. É fácil fazer a conta, em 31 de dezembro já foi R$ 194 milhões. Esse é o crescimento que estamos falando. Se ela simplesmente dobrasse seria R$ 182 milhões, e na realidade ela foi para R$ 194 milhões. Então é exatamente essa diferença”.
“O prefeito havia dito em dezembro de 2015, com base no orçamento aprovado em setembro do ano passado, que tinha um provisionamento de recebimento que não se viabilizou. Mas não viabilizou não foi por culpa do prefeito nem do município. Na realidade tem aquelas transferências constitucionais do Estado e da União que não está vindo a contento. O orçamento é uma coisa, o financeiro é outro. O que o Prefeito optou? Por estar pagando em dia o servidor e não ter esse aumento, e não ter escalonamento ou até mesmo falta de pagamento essa foi a decisão”.
“O sindicato sabe disso, tivemos reunião. Sentamos com o SINTRAM e o SINTEMMD, mostramos esses números. Estão querendo desmitificar, estão querendo dizer que os números não são verdadeiros, mas está ai no portal da transparência. Tudo contabilizado – Existia sim a vontade do prefeito em dar esse aumento, além do que já tinha sido dado, ocorre não que viabilizou financeiramente – Então torna-se impossível, pela lei de responsabilidade fiscal, a reposição desse valor. É o impasse que está ai por que o SINTRAM quer fazer com que esses números não sejam verdadeiros, mas estão a disposição no site da transparência”.
O secretário finaliza afirmando que se houver qualquer aumento ou que seja reajuste de salário, comprometerá o pagamento em dia, como vem sendo feito ao longo dos anos, segundo Castelo. Que ao final, após o término da gravação do vídeo, afirmou: “O servidor neste momento de crise conjuntural de todo pais, tem que optar, embora não tenhamos condições de dar nada, ter um aumento e não receber em dia, ou mesmo nem receber, receber parcelado ou ficar como está com o que já foi reajustado e receber em dia”
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