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Glaucia, continuou seu esclarecimento sobre os recursos do Estado para o HSJD, afirmando: “Esses recursos foram suspensos, por que a sala não foi aberta. Não é um recurso que o Estado deve. O Estado repassou durante mais de um ano esse recurso para que fosse aberta essa sala vermelha. Como o serviço não foi prestado, o comitê gestor de urgência e emergência discutiu sobre o assunto e concluiu que se o HSJD não abriu a sala vermelha, o hospital não deve receber os recursos. Pois tais recursos são de custeio para manter o médico”
A diretora superintendente, faz uma revelação que poucos sabem. É que existe sim uma Sala Vermelha no HSJD, para atender exclusivamente o paciente particular e da saúde suplementar (plano de saúde): “Hoje nós sabemos que existe uma sala vermelha lá dentro, mas para atender os pacientes particulares e da saúde suplementar, mas não para atender os pacientes do SUS – O paciente fica na UPA, sem atendimento, vários e vários dias, e isso é de conhecimento de todo mundo – Então, não há como reconhecer uma divida neste sentido, o dinheiro está suspenso. A partir do momento que o hospital se reequilibrar e abrir a Sala Vermelha, o repasse volta a ser feito”.
Quanto ao repasse da União, ou seja, do governo federal, de R$ 1,2 milhão, Glaucia confirmou sua existência e que a SRS, está tentando agilizar junto à SES, que por sua vez faz ingerência junto ao Ministério da Saúde, para o seu pagamento.
Glaucia, respondendo a uma pergunta do Divinews, sobre a hipótese do fechamento do hospital. Se a população poderia ficar tranquila sobre o atendimento da rede de hospitais da região, ela respondeu: “Faltou planejamento durante muitos anos, em que os municípios ficaram dependentes do HSJD na alta complexidade. O que estamos tentando fazer agora junto com a rede de urgência e emergência é fortalecer, dentro de cada microrregião, é reforçar os hospitais para serem nossa referência, tanto na rede de urgência e até mesmo na média complexidade. Hoje o Estado tem como referência da neurologia, o município de Oliveira, que está nos atendendo. Estamos negociando com outros dois hospitais para serem nossa referência na cardiologia, e com um terceiro para fazer a ortopedia da alta complexidade”.
O Estado garante a montagem das salas de urgências e emergências. Mas somente cinco, das vinte salas, estão em funcionamento. Contudo, há informações não confirmadas, que das cinco salas, não estão todas funcionando.
“Continua vigente a resolução 4944 que garante o aporte financeiro para o HSJD para ativar os 20 leitos de UTI, que foram montados, com recursos do Estado, incluindo os equipamentos. E para as internações de urgências, que é o nosso maior gargalo. Essa resolução garante recursos para os atendimentos nas UTI´s, para as internações na alta complexidade e para os procedimentos – Foi uma resolução negociada por diversos meses, até a definição dos valores de internações e de cada procedimento da alta complexidade – Aconteceu que depois de estar tudo negociado e o recurso assegurado no Tesouro do Estado, as dívidas do hospital com os médicos inviabilizou o atendimento”.
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“Continua vigente a resolução 4944 que garante o aporte financeiro para o HSJD para ativar os 20 leitos de UTI, que foram montados, com recursos do Estado, incluindo os equipamentos. E para as internações de urgências, que é o nosso maior gargalo. Essa resolução garante recursos para os atendimentos nas UTI´s, para as internações na alta complexidade e para os procedimentos – Foi uma resolução negociada por diversos meses, até a definição dos valores de internações e de cada procedimento da alta complexidade – Aconteceu que depois de estar tudo negociado e o recurso assegurado no Tesouro do Estado, as dívidas do hospital com os médicos inviabilizou o atendimento”.
Diante da crise de falta de confiança que os médicos tem nos gestores, nomeados pelo Ministério Público, o hospital não conseguiu montar as duas equipes necessárias para fazer funcionar os 20 leitos de UTI. Isso fez travar os repasses do Estado.
Como o HSJD não conseguiu montar as equipes em consequência das dívidas do hospital com os médicos. O Secretário de Estado de Saúde, Fausto Pereira, solicitou que os gestores fizessem uma planilha informando o valor individual que o hospital tem com cada médico, para ser avaliado se existe alguma forma viável para o Estado pagar pelo menos parte do débito que o HSJD tem com os médicos.
A Diretora da SRS não soube precisar se o pagamento dos médicos seria feito diretamente para os profissionais, ou passaria primeiro pelo HSJD. Isto será estudado. Já que é um risco qualquer tipo de recurso passar pelo caixa do hospital e ser desviado para outras finalidades.
Glaucia confirmou que o Estado está sensível ao problema do débito do hospital com os médicos, e procura uma forma de solucionar o problema que surgiu após a resolução ter sido publicada.
A entrevista foi finalizada com a diretora afirmando que não existe interesses divergentes. “O Estado, a região precisa do hospital. Mas o Governo está fortalecendo a rede como um todo, o nosso parque hospitalar. Queremos que o hospital HSJD, funcione bem e que os médicos recebam seus honorários, que é mais do que justo, que o hospital seja bem gerido e que a população tenha acesso a assistência, é isso que nós queremos e precisamos”




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