Ex-presidente do PP que negocia delação cita Wagner, Aldo e Aécio Continua depois da publicidade Em negociação com a força-tarefa da Operação Lava Jato e com a Procuradoria-Geral da República para firmar um acordo de delação premiada, o ex-presidente do PP (Partido Progressista) Pedro Corrêa adiantou ter informações capazes de comprometer aproximadamente cem políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da Casa Civil, e Aldo Rebelo, da Defesa. A relação apresentada por Corrêa durante as tratativas inclui ainda o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais. Preso em Curitiba, Corrêa foi condenado a 20 anos de prisão sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobras. A sentença aponta recebimento de R$ 11,7 milhões em propina. O ex-deputado federal por Pernambuco já havia sido condenado a sete anos de prisão no processo do mensalão. A menção a Jaques Wagner, homem de confiança da presidente Dilma Rousseff, se soma a outras feitas ao petista na semana passada. Nas tratativas de sua delação, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse que o ministro recebeu recursos desviados da Petrobras para sua campanha ao governo da Bahia, em 2006. Wagner apareceu ainda em diálogos com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, um dos alvos da investigação, prometendo interceder pela liberação de recursos para a empreiteira. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, mensagens entre Pinheiro e um funcionário da OAS indicam que o ministro intermediou também negócios entre a empreiteira e fundos de pensão. Continua depois da publicidade NOMES De acordo com reportagem publicada pela revista “Veja” em setembro, Corrêa contou ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha conhecimento de que deputados do PP pleiteavam indicações à diretoria da Petrobras com objetivo de arrecadarem dinheiro para suas campanhas políticas. Lula nega a acusação. As conversas para a delação de Corrêa foram iniciadas há cerca de seis meses. Num primeiro momento, o material era composto por 180 anexos divididos por temas. Depois, foi apresentada nova divisão por nomes de políticos, com e sem foro privilegiado. A negociação para que condenado e investigadores oficializem o termo de colaboração premiada deve ser retomada nesta semana. Se a delação for aceita, o ex-presidente do PP será beneficiado por uma redução das penas impostas a ele. Os procuradores e Corrêa negociam que ele pague multa de cerca de R$ 4 milhões e cumpra um ano e meio de prisão em regime fechado –a defesa quer reduzir esse tempo. Investigadores ouvidos pela Folha disseram que, embora Pedro Corrêa venha narrando o enredo de uma “grande crônica política”, ele até agora não entregou provas convincentes para boa parte dos episódios relatados. A defesa do ex-parlamentar pernambucano sabe que, para o acordo vingar, os termos precisam ser taxativos e concretos. OUTRO LADO O petista acrescentou, no entanto, que está à disposição das autoridades e confia no resultado das investigações. Na sexta (8), o petista chamou a acusação de Cerveró de “ilação”. Sobre as mensagens com Léo Pinheiro, Wagner disse estar “absolutamente tranquilo” e que suas atividades são baseadas nos interesses da Bahia e do Brasil. A Folha não conseguiu localizar os representantes de Benedito de Oliveira. Da Folha |






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