Benicio Cabral, que no momento está em férias, explicou que as oitivas de todos os que estão sendo intimados neste momento, através do escrivão da Policia Federal, serão ouvidos no início de novembro. Pois ele terá somente até o final de dezembro para decidir, com base nos interrogatórios, quem será indiciado, e o Ministério Público, por sua vez, pode ou não oferecer denúncia para a Justiça, dos que foram indiciados pela PF. Embora, conforme explicou o delegado Benicio, o MPF tem a prerrogativa constitucional de sequer esperar que a PF ofereça denúncia, pode fazer isto direto.
O Delegado explicou que a movimentação e a urgência em finalizar o inquérito policial e a investigação em si, foi em consequência de uma determinação do Ministério Público Federal em Brasília, da Câmara de Coordenação e Revisão do órgão, para que fosse finalizado, “acelerando” as investigações ou que se arquivasse.
Benicio Cabral contou que, a Procuradora Federal Luciana Furtado, transferida para Sete Lagoas, pediu que ele, a PF, desse continuidade nas investigações, e que passasse para o seu substituto na Procuradoria Federal de Divinópolis, Frederico Telutti, que foi transferido da Delegacia de Uberlândia para Divinópolis .
Foram tantas, mais tantas irregularidades cometidas, que não tem jeito que todos saiam ilesos como se os procedimentos tivessem sido todos normais. Um dos mais graves foi a não realização de licitação, além da transferência de execução das obras, de uma empresa para outra. Somado ao fato da administração municipal, aproveitar um contrato de R$ 6 milhões de reais que foi formalizado com o Estado de Minas Gerais e usá-lo para receber verbas carimbadas do governo federal, aumentando significativa o valor do contrato de R$ 6 para 28 milhões, em uma movimentação financeira totalmente irregular.
O pior das ilicitudes da mistura de verbas, do estado, com a federal, é que o procurador na época, Kelsen Rios, que atualmente é detentor de um cartório em outra cidade, deu um parecer pela legalidade das transferências.
No âmbito da responsabilidade da Caixa Econômica Federal, o ex-superintendente, Rômulo Freitas, parece ter fechado os olhos para a fiscalização. Sendo possivelmente omisso e/ou conivente com a irregularidade. Assim como ocorreu com o também ex-superintendente, Constantino Dias Neto, que foi transferidos da Regional de Divinópolis para um cargo menor, em Belo Horizonte. Em síntese, a Caixa até então dava a impressão que não fiscalizava efetivamente nada. Tanto é que, o atual superintendente Marcelo Bonfim, em recente entrevista para o Divinews, afirmou que se ele estivesse como superintendente à época da liberação do Conjunto Copacabana so Programa Minha Casa, Minha Vida, ele não teria liberado. Os ex-superintendente parecem que faziam-se de cegos, surdos e mudos, no exercicios de seus cargos. A quem diga que eles gostavam muito era de aparecer na mídia e participar da vida social da cidade, como verdadeiros “arroz de festa”. “SUPERINTENDENTES DA CAIXA”.
O delegado presidente do Inquérito (IPC-370/2013), Benicio Cabral, finalizou dizendo que ouvirá efetivamente todos no início de novembro, fazendo os indiciamentos devidos, aos que tiverem que ser indiciados. E o MPF deverá oferecer denúncia para a Justiça, no máximo no final de dezembro,
Segundo informações, alguns dos que serão ouvidos, já receberam a intimação, com o carro preto da Politica Federal parando em suas portas. E outros que residem fora, já receberam as “indesejáveis cartinhas”, que não é da vovó, nem do vovô, que não se adaptam à internet.
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