E não há nada que seus aliados de ocasião possam fazer para devolvê-lo à vida.
As contas suíças são uma cadeira elétrica para o presidente da Câmara. Não apenas a existência delas, mas os detalhes que as autoridades suíças passaram aos brasileiros.
Cunha usou empresas fantasmas para tentar enganar o sistema financeiro suíço, sabemos agora. Colocou pessoas da família como titulares delas, em seu lugar.
Quis ser mais esperto que os suíços, mas deixou suas digitais em sua delinquência. Em todas as contas abastecidas de dinheiro sujo lá estava ele como beneficiário.
A esta altura, você pode resumir o caso assim. Quem está mentindo: os suíços ou Cunha?
O episódio mostra por que é vital acabar com o financiamento privado de campanhas.
As sobras, muitas vezes milionárias, vão terminar em contas como as de Cunha na Suíça.
É por isso que tanta gente se bate pela permanência do dinheiro de empresas na política.
Não é apenas uma forma de se eleger, uma vez que sem dinheiro ninguém faz nada.
É também porque sempre haverá sobras capazes de enriquecer pessoas como Eduardo Cunha.
E o interesse público diante desse descalabro? Ora, dane-se o interesse público.
Enfrentar verdadeiramente a corrupção é varrer da política figuras como Eduardo Cunha.
Mas não é isso – um saneamento — o que querem os cardeais tucanos.
Eles na verdade são um obstáculo no enfrentamento à corrupção.
Por isso, num mundo menos imperfeitos eles acabariam varridos da política como Eduardo Cunha.



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