As informações sobre nascidos vivos divulgados pela Vigilância Epidemiológica da Semusa revelam outros pontos. A proporção de mães adolescentes foi de 9,96%, enquanto houve um predomínio de nascimentos entre mães com idade de 20 a 39 anos. O que representou 85,55%.
O percentual de mulheres que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal foi de 76,58%. O Ministério da Saúde define como pré-natal adequado a realização de seis ou mais consultas.
Quanto à duração da gestação, observou-se que 87,07% das crianças nasceram com 37 semanas ou mais, e o percentual de prematuros chegou a 11,97%. O percentual de baixo peso ao nascer (menor que 2500 gramas), que segundo a Organização Mundial de Saúde, é um dos principais fatores de risco para a mortalidade infantil, representou 8,89% dos nascimentos.
O estudo aponta, ainda, que o maior índice, em relação à escolaridade da mãe, foi na faixa de 8 a 11 anos de estudo, o que representou 54,43%.
Cesárea
Quando o tema avaliado foi o tipo de parto, o estudo da Vigilância Epidemiológica da Semusa revelou que, em 2014, as cesáreas corresponderam 66,21% dos partos. Percentual considerado elevado pelo Ministério da Saúde (35% para o Estado de Minas Gerais) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “A recomendação da OMS é que somente 15% dos partos sejam realizados por cesariana, pois essa seria a porcentagem de situações reais de risco à mãe ou ao bebê se o parto for feito por via natural. A cesariana ainda triplica o risco de morte materna por causa de possíveis infecções e acidentes anestésicos, por exemplo”, explica o epidemiologista da Semusa, Osmundo Santana.
De acordo com o Ministério da Saúde, quando não tem indicação clínica, a cesariana ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.
Em Divinópolis, o estudo da Vigilância Epidemiológica da Semusa apontou que a taxa de mortalidade entre recém-nascidos é de 7,9 por mil nascidos vivos (dados para 2013). De forma geral, as mortes foram relacionadas, principalmente, às doenças originadas no período perinatal (48%) e às anomalias congênitas (24%). A taxa de Minas Gerais é 12,1/1000 e a do Brasil de 13,4/1000 nascidos vivos.
Para Osmundo Santana, a avaliação feita com base no SINASC se mostra como um importante instrumento de planejamento em Saúde Pública. “Ela permite subsidiar as ações relacionadas à saúde da mulher e da criança para todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de propiciar o acompanhamento da evolução das séries históricas dos nascimentos e, assim, identificar prioridades de intervenção, o que contribui para efetiva melhoria do sistema”, conclui o epidemiologista.
Fonte: Comunicação da SEMUSA (Rodrigo Dias)





