O secretário de Governo, Odair Cunha, em reunião com os deputados da base e os independentes mostrou a caótica situação das contas de Minas – Os tucanos, marqueteiro que são, deixaram Minas quebrada e ainda criticam a gestão da econômica federal, como se tivessem autoridade para tal. É tudo jogo de cena. É só ver o estado do Paraná e São Paulo, sem precisar ir muito longe, isto sem contar Divinópolis, no plano municipal.
Segundo o secretário Odair Cunha, o projeto original enviado no ano passado pela gestão do PSDB prevendo as receitas e as despesas para este ano não condiz com a realidade. “Tivemos uma superestimativa da receita e um subestimativa da despesa. Houve omissão por parte do governo anterior de dados importantes”.
Como omissão, Odair Cunha cita as despesas com pessoal. Segundo ele, consta no orçamento uma previsão de gastos com o salário do funcionalismo inferior ao pago no ano passado. Já nas receitas, teriam sido incluídos dividendos da Cemig e da Copasa já recebidos em 2014. “Estamos fazendo essas reuniões com os órgãos compreendendo que, uma vez que o orçamento será negativo, vamos precisar do esforço de todos ”, declarou. O cumprimento das promessas de campanha do governador Pimentel, como pagamento do piso salarial nacional para os professores mineiros, também será afetado. “Vamos honrá-los, mas será um processo”, completou Cunha.
Deputados da base afirmam que o déficit nominal do Estado hoje é de R$ 5 bilhões. E que há pelo menos R$ 1 bilhão em empenhos do ano passado cancelados ou que não foram pagos.
Segundo o líder do governo, Durval Ângelo, o quadro é desesperador. “O orçamento se tornou uma peça de ficção de terror”, disse. Para o líder do bloco independente, Agostinho Patrus, uma posição do grupo só será tomada após uma análise completa do novo orçamento.
Jurídico
Formato. O governo ainda não sabe se o novo orçamento será apresentado por meio de substitutivo ou de emendas ao projeto atual. Uma consulta jurídica será feita a técnicos da Assembleia.
Bloco quer liberação das emendas
A reunião, realizada nesta terça, entre o secretário de Governo, Odair Cunha, e a bancada independente da Assembleia foi acalorada, e muitos parlamentares não confirmaram apoio integral ao Executivo.
Segundo um deputado que acompanhou a reunião, houve reclamação em coro sobre o pagamento das emendas parlamentares pelo governo. Os deputados dizem que, no ano passado, no governo do PSDB, a liberação dos recursos foi quase inexistente e esperam que, neste ano, a situação mude.
O secretário Odair Cunha pediu calma aos deputados estaduais e disse que a definição sobre as emendas parlamentares virá no novo orçamento.






