Beto chegou a ser cotado como um presidenciável tucano, mas já fez água para 2018. Na fita, por enquanto está um tucano silencioso, o governador de Goiás, Marconi Perillo e um espalhafatoso, empurrado pela mídia, Aécio Neves. Até Alckmin que também venceu no primeiro turno estaria forte.
Depois do 171, que também aplicou na população, fez água. Seria até bom se o sentido de “fazer água” fosse literal, mas é figurado. São Paulo corre o risco de virar um Deserto do Saara de tão seco que está a Cantareira, que nesses últimos dias São Pedro resolveu dar uma pequena contribuição.
Segundo o G1, Richa traiu até a sua base na Assembleia. “Eu já acreditei mais nesse governo”, diz Ney Leprevost (PSD), que fez campanha para Richa e hoje se considera independente.
Para ele, os deputados da base foram colocados numa “saia justa” pelo tucano, que prometeu que a situação econômica seria melhor e, depois, teve que admitir a crise.
“Ele propôs medidas impopulares e delicadas. Cada um vai pesar o que é mais importante e fazer o cálculo.” Para ele, alguns deputados podem preferir “ter as portas escancaradas nas secretarias”.
Leonaldo Paranhos (PSC)afirma que perdeu três indicações de cargos no governo por seu voto contrário, mas diz continuar na base. “Não é porque sou da base que necessariamente voto tudo a favor. O governo errou, e não preciso nem falar. Olha o que aconteceu”, referindo-se à invasão. “Ele [Richa] sabe que vai pagar um preço por isso.”
A oposição surfa na onda: deputados do PT são aplaudidos entre manifestantes, enquanto Requião Filho, filho do ex-governador e senador Roberto Requião (PMDB), posa para selfies.
O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), reconhece que o momento é difícil: “Muita gente votou contra por outras insatisfações, por não estar acomodada na base”. Leprevost, diz ele, quer concorrer à Prefeitura de Curitiba. Este nega ter agido por interesse eleitoral.
Romanelli acha que Richa tem capacidade política para reverter a situação: “O que um governo que está em crise pode oferecer? Só um cafezinho e um tapinha nas costas”.
Para ele, quem votou com o governo foi motivado não por ambições políticas, mas pelo interesse do Estado, que precisa de medidas duras






