Será que esquemas denunciados pelo FANTÁSTICO sobre comissionamento e superfaturamento de OPME, judicialização fraudulenta e cirurgias desnecessárias, ocorrem em Divinópolis?

Publicado por: suporte


Em Divinópolis, por ocasião da entrada da DICTUM, nomeada como interventora do Hospital São João de Deus, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), um dos pontos de discordância da formalização de novos contratos com as clinicas, é que o médico Geraldo Couto não abria mão de forma nenhuma que as OPME (Órteses e Próteses Médicas) fossem negociadas diretamente por ele (DICTUM). E este assunto ele abordou em uma entrevista exclusiva para o Divinews, no dia 9 de janeiro de 2014, que foi publicada no dia 10 (veja a entrevista)

Sex, 10 de Janeiro de 2014 13:14

Continua depois da publicidade


O editor do Divinews, Geraldo Passos, na manhã da última quinta-feira (09), ouviu por mais de uma hora, o diretor da empresa DICTUM, o médico e administrador Geraldo Couto que discorreu sobre vários e espinhosos temas entre os quais a OPME, demissões, reestruturação, crescimento e expansão, situação do Plano de Saúde, aumento das UTI´s , boatos políticos e parcerias, entre outros assuntos abordados


Outros temas espinhosos que o Divinews levantou foram as demissões que ocorrem no hospital, as clinicas internas que são prestadoras de serviços e suas respectivas OPME, além da venda ou não do Plano de Saúde São João de Deus.

Divinews: Diante das últimas noticiais. A primeira, oficialmente sobre a falta de materiais na hemodinâmica, como foi noticiado e mostrado por uma emissora local, assim como em outros setores vitais do hospital, como a nefrologia e outros. No caso da hemodinâmica assustou o valor que o médico Carlos Bueno revelou ter com os fornecedores, algo em torno de R$ 7 milhões e sua dificuldade com os fornecedores em repor tais materiais e somados as recentes demissões de funcionários. Diante de tais fatos concretos e os boatos, gostaríamos de ter um panorama macro e oficial, não oficioso e nem tão pouco “disse me disse”, a quanto anda a intervenção da DICTUM no HSJD?

Geraldo Couto: Primeiro vamos separar as coisas. Oficialmente estamos aqui deste o dia 12 de setembro (2012) e o que está anterior nós temos uma auditoria que se chama Price que já fez o primeiro diagnóstico e agora está dando continuidade a este processo em uma auditoria macro, que vai responder todos os questionamentos. O que está para trás não consigo responder se está certo ou se esta errado e se eu respondesse seria um mero “achismo”. Já a partir de 12 de setembro, momento em que começamos a conhecer o hospital e tomar pé da situação, traçamos um planejamento estratégico de trabalho e temos varias ações acontecendo ao mesmo tempo.

Todos os contratos do hospital, sem exceção, a partir da cessão do espaço que tem aqui, da farmácia, restaurante, estacionamento aos serviços mais complexos que existem aqui dentro, que é a oncologia, ressonância, hemodinâmica, entre outros, estão sendo revistos.

Eles estão sendo revistos sob o ponto de vista comercial e do ponto de vista da assistência médica. O que prevalece é a assistência, e o comercial está atrás da assistência. A assistência é o nosso foco. Eu estou aqui representando o Estado e o Ministério Público, trabalhando com a assistência. A equipe e os demais profissionais da DICTUM são técnicos, por isso que estou separando as duas áreas, assistência médica e área comercial.

Dentro desta visão de separar as duas coisas, nós criamos um plano de trabalho e estamos seguindo à risca. Ele foi bastante discutido durante três meses e começamos a implantar gradativamente a partir do último dia 1 de janeiro deste ano (2014)

Continua depois da publicidade

Eu não consigo te precisar, falar ainda com certeza sobre os números, pois nós temos ainda dificuldades na elaboração deles. Não por incompetência nossa, mas por falta de informação. Que as vezes não é processada. Mas todos os contratos serão revistos.

Com relação ao custo de uma OPME que são os materiais usados em cirurgias ortopédicas, cardíacas e outras, são materiais importados, são materiais caros, que são tratados como OPME que é uma abreviatura, uma sigla de um processo que contempla todos os materiais. E esses materiais a gente negocia com as empresas.

Respondendo a sua pergunta, existe sim defasagem de preço de repasse para o hospital. (O Divinews havia perguntado se as clinicas passavam as OPME pelo mesmo preço que compram dos fornecedores). Contudo, é nossa intenção e vamos fazer isto que a responsabilidade da OPME passe a ser do hospital que repassará para os serviços que necessitem dela.

Na gestão da OPME poderá ocorrer alguma exceção em alguns serviços. Mas a principio ela é de responsabilidade do hospital. Por que o hospital tem que se responsabilizar pelo lote, pela validade e por todas características dela, por serem materiais, ela é de responsabilidade do hospital. Eu não posso delegar isto para um prestador de serviço do hospital.

O HSJD poderá entregar a prestação do serviço, mas não o material (OPME). Poderá ter uma exceção a este modelo quando se faz uma estruturação do modelo do serviço. E temos vários tipos de serviços e alguns poderemos ter um modelo diferente, mas nunca tirando a responsabilidade do hospital. Isto eu quero deixar claro.

Por exemplo, na cirurgia plástica que uma paciente vem aqui e trás uma prótese de mama comprada no mercado. Não precisamos ter este material aqui. Ela trás, vamos receber e ele vai ter o fluxo normal dentro dos procedimentos do hospital, por medida de segurança, e depois ele será utilizado. Por isso estou dizendo que poderá ter exceção.

Neste sentido, estamos negociando em alta escala com os fornecedores. Estamos fazendo de maneira bem tranqüila para que não haja problema. Como o processo é recente e o hospital vem de uma fase de credibilidade ruim, há necessidade de mostrar que o hospital conseque cumprir seus compromissos. As compras que estamos fazendo são à vista, não estamos comprando a prazo. Se temos dinheiro compramos e se não temos, não compramos. E os pagamentos, a partir do momento em que assumimos, estão em dia.

Quanto ao passado. Após a liberação do relatório da Price, nós vamos sentar e negociar o que ficou para trás. Se é devido ou não. Se tem distorção ou não. Então sobre o passado eu não vou falar. Quero falar de agora para frente, que é o que estamos trabalhando e é o nosso foco.

Estamos priorizando a assistência médica por que ela é fundamental para o hospital, para a cidade e para a macro região com 1,2 milhão de vidas. Com setores essenciais como a oncologia, a neurocirurgia e a cardiologia que não existe outro lugar para atendimento.

UTI (Unidade de Tratamento Intensivo)

Geraldo Couto: Para atender essa prioridade nós temos que ter uma sustentação que é a UTI. Se não tiver UTI não conseguimos fazer. Então, temos um projeto de readaptação do hospital para que ele consiga atender esta prioridade. Dentro disto mexe-se no hospital como um todo e ao final provavelmente a gente consiga estar adequando todas as estruturas. Ainda este ano, no dia 1º de fevereiro vamos entregar 20 leitos de UTI, em março, provavelmente mais 10 leitos e em abril, mais 9. Então vamos ficar com 39 leitos de UTI´s.

OCUPAÇÃO

O hospital está com a ocupação máxima dele, com 100% de internação e não temos vagas. Estamos acompanhando passo a passo todo o processo da internação. O hospital está aumentando o número de profissionais e não estamos deixando de atender, sem nenhuma exceção os serviços existentes por falta de material, seja na oncologia, na cirurgia neurológica e em toda área da cardiologia.

SUBSTITUIÇÃO DE FORNECEDORES

Existem alguns fornecedores que ainda não conseguimos negociar e com quem não conseguirmos, vamos trocar por outros que tenham o mesmo padrão de qualidade. Nós não estamos mudando para os mais baratos, isto é importante frisar. Isto porque a DICTUM trabalha com vários hospitais no Brasil e são vários os fornecedores. Então, nós estamos suprindo o hospital para as suas necessidades.

O hospital está sem ter desassistência para as necessidades pontuais que ele precisa. Não temos estoque para 45 dias, como seria o ideal. Concordo com você, estamos atuando como uma espécie de “Just in time”. Na medida das necessidades, estamos fretando um caminhão e buscando medicamentos, materiais em Belo Horizonte de 5 em 5 dias, mas não falta material, só ocasionalmente poder ocorrer alguma falta momentânea. E muitas vezes não depende de nós. Hoje (09/01) por exemplo nós não temos fornecedor de equipo para transfusão de sangue. O fornecedor não está entregando. Nós temos algumas dificuldades com alguns tipos de dreno que por problemas da vigilância sanitária nacional está bloqueando a empresa que faz isto, então nós não temos hoje como substituir este fornecedor. Mas essas situações são pontuais.

Então a gente tem problemas pontuais. Tem dificuldades sim, mas não está desassistida, pelo contrario deve ter nascido aí hoje 7 ou 8 meninos. O bloco cirúrgico está lotado, estamos fazendo uma media de 8 cirurgia ortopédicas por dia. Temos 25 pacientes de ortopedia internado no hospital. O hospital está com 100% de ocupação. Nós não estamos conseguindo tirar o doente da UTI e levar para a enfermaria, por que não tem vaga. O hospital está funcionando, o hospital está vivo.

Administrar o hospital São João de Deus neste momento, é como se você tivesse trocando um pneu de um carro, com ele em movimento. O hospital não para, então temos que desativar um setor e arrumar um local para ele. E o hospital tem mais de 40 anos e vem de um período de bastante dificuldade de manutenção da estrutura física, então tem deficiência, uma serie de coisas. Isto não quer dizer que a gente não vai trabalhar com o foco do hospital de melhorá-lo. Estamos implantando o serviço de dor torácica, vai ser implantado o serviço de cirurgia endovascular, por que são serviços prioritários e de qualidade. Estamos discutindo a possibilidade de fazer transplante de medula. O hospital quer mexer com isto, e vai se programar para isto. Só que precisamos primeiramente se estruturar e crescer. O São João de Deus é referencia, o HSJD é um hospital de ponta, é um hospital regional extremamente importante e de destaque dentro de Minas Gerais e vai continuar sendo assim. O corpo clínico é da melhor qualidade possível.

O passado está por contas da Price e da congregação que ira avaliar tudo que aconteceu e tomar as decisões.

A estrutura tem que ser boa para o profissional médico, tem que ser boa para o hospital. Tem que ser parceria ganha-ganha e o grande vencedor é a população. O nosso foco é a população. E isto não é discurso.

Divinews: Essa OPME, por sua colocação, nos pareceu que o modelo que estava implantado no hospital era inadequado e a DICTUM esta mudando a forma de compra de forma que o controle da OPME fique com o hospital e não com as clinicas parceiras instaladas dentro do HSJD, é isto?

Geraldo Couto: O controle desta OPME passa a ser do hospital, ele vem para o hospital. E não era assim. Por que hoje existe implicação legal do que está sendo colocado, se o paciente vem aqui para fazer uma cirurgia de cataratas e usa uma lente e ela dá um problema, a responsabilidade é do hospital. Eu tenho que saber que material é este que está sendo colocado no paciente.

OPME

Divinews: este sistema de gestão de OPME teria contribuído para a debilidade financeira do hospital, já que o São João de Deus não tinha o controle?

Geraldo Couto: Não posso te afirma em relação a isto, já que não estamos nos detendo ao passado para saber o que isto poderia estar gerando.

Financeiramente a OPME é interessante para o hospital e para o profissional. Se existe uma parceria todo mundo ganha, então não tem motivo de gerar problema em relação a isto.

Eu não consigo ver problema nisto, pois se consegue um desconto pela utilização dela, pela compra, por valores mais baixos.Tem uma serie de ações que é feita em todo Brasil, isto é normal. E o profissional ficar satisfeito por que o profissional esta trabalhando com um material de qualidade melhor, não que ele esteja ganhando dinheiro com aquilo. O ganho financeiro é da instituição e esta instituição pega este ganho e reverte em beneficio, por que ela paga mais barato.

Divinews: a informação que obtivemos no mercado de profissionais que conhecem sobre a gestão da saúde e do hospital, é que, as clinicas parceiras, compram as OPME por um preço “X” dos fornecedores e repassam para o HSJD por outro preço, como exemplo, cobrando dois “XX”.

Geraldo Couto: Nós estamos mudando este modelo de gestão, é o hospital quem vai comprar e controlar as OPME.

Divinews: Segundo a entrevista do gestor da Hemodinâmica para uma emissora de TV e para um jornal impresso, porque está faltando materiais para aquele setor?”

Geraldo Couto: A compra de OPME para a hemodinâmica é feita pela própria clinica e o hospital tem que repassar para ela esse valor para pagar a OPME. Como estamos neste processo de transição e discussão de valores e de fornecedores tem-se o impasse em relação a isto.

A partir do dia 1º estará disponível para a hemodinâmica e já estaremos com o material aqui então não tem por que faltar. Não tem por que não realizar os procedimentos.

Divinews: neste caso a OPME passará a ser do hospital.

Geraldo Couto: Poderemos ter alguma exceção pois no modelo contratual pode incluir ou não a OPME e eu citei o exemplo da cirurgia plástica. Só que o controle tem que passar pelo hospital. O cirurgião plástico pode negociar com uma empresa fornecedora ir lá e comprar, mas como ele esta colocando isto dentro do hospital, tem que passar pelo controle do hospital com a nota fiscal e a qualidade do produto que vai colocar no paciente. E assim se aplica para todos.

Divinews: Isto não estava acontecendo?

Geraldo Couto: Não, não estava, mas vai passar a acontecer.

PLANO DE SAÚDE

Divinews: Geraldo, fale sobre o Plano de Saúde São João de Deus. Alguns experts em saúde, acham ser inviável que o HSJD consiga manter o plano, pois o encaram com um sangradouro de recursos, já que estava gerando déficit de cerca de R$ 1,5 milhão. E que, enquanto o HSJD não se desfizer do plano o hospital continuará tendo problemas financeiros, isto faz sentido?

Geraldo Couto: Plano de saúde é um excelente negocio. É um plano que tem uma carteira boa. Porém está debilitado. A partir de 1º de janeiro ele já está em outro CNPJ e não faz mais parte do CNPJ do hospital, está desmembrado e livre do déficit. E já onseguimos reduzir o deficit em mais de 70%.

Divinews: o promotor Sérgio Gildin na reunião da Aliança e Cidadania informou que o deficit mensal do Plano de Saude teria sido reduzido de R$ 1,5 milhão de reais para algo em torno de R$ 600 mil. Procede?

Geraldo Couto: Houve sim uma redução em torno de 60%. O ticket médio que era de R$ 43 reais passou para R$ 63 reais. Todos os contratos da carteira foram revistos. E o plano está começando a levantar. O hospital vai investir aumentando o número de vidas e ele é um dos centros de negócios do HSJD.

O hospital está sendo dividido em centro de negócios. O plano é um deles. Se ele der resultado negativo, ele vai ser extinto. Assim como a Universidade de Enfermagem, assim como outros serviços. Todos os serviços são tratados como centro de negócios independentes. Por que o hospital é uma empresa, não é uma filantropia e tem que ser gerenciado deste jeito. A assistência é o foco dele, assistência de qualidade e aberta a população mas sem gerar prejuízos.

O hospital tem seus centros de custos e se tais centros de custos não derem resultado ele tem que ser compensado por outros. Citando como exemplo: a UTI é essencial para o hospital, mas é um centro de custo deficitário e nem por isso ela vai ser fechada. Nós temos que ver que ele viabiliza outros serviços e esses serviços contribuem para pagar as contas do hospital

Divinews: e a filantropia do hospital?

Geraldo Couto: o papel social não se discute. A assistência médica é fundamental, que atenda a população, este é o foco, é a nossa visão. Agora, a gestão tem que ser profissional. Centro de Custo, meta, objetivo. Todo mundo aqui tem que ter meta. E vamos trabalhar este ano para implantarmos alguns indicadores de excelência e de qualidade. O hospital não pode falar em qualidade hoje. O hospital atualmente não cabe colocar certificação de qualidade, mas o ano que vem isto vai ser implantado, inclusive remuneração por meritocracia e produtividade, adotando uma gestão moderna e de ponta.

DEMISSÕES NO HOSPITAL

Divinews: Geraldo não é um contracenso, ao mesmo tempo em que o hospital demite, ele contrata. Fale sobre este assunto?

Geraldo: São demissões de adequação de perfil dos profissionais que queremos ao nosso lado, de todas as áreas do hospital. O hospital precisa de braço, precisa de pessoas que vão trabalhar por que o hospital está com 100% de ocupação.

Com o foco na assistência, precisamos que fazer essa assistência médica funcionar, nós temos o COREN, nós temos a Associação Médica, nós temos o Conselho Regional de Medicina, nós temos a capacidade de cada pessoa, nós temos a nossa experiência de trabalhar com outros hospitais. Qual é a real necessidade de pessoas em todos os perfis que temos. Nós temos tecnologia que está ajudando, nós temos uma super ferramenta tecnológica dentro do hospital das mais caras e melhor do mercado na área hospitalar sendo mal utilizada. Ela vai otimizar a utilização de pessoas, pode ter um setor que tem 20 pessoas trabalhando, mas vai precisar de 5 utilizando a tecnologia esses 15 excedentes serão remanejados. Mas se não tiver condições de aproveitá-los, vamos retirá-los. Mas em compensação vai estar aumentando em outra área.

O hospital provavelmente vai voltar o número de profissionais pela expansão que está sendo programada. No final do ano, queremos entregar para a comunidade de Divinópolis mais 40 leitos de enfermaria, isto no final deste ano (2014) e até o meio do ano que vem (2015) queremos entregar mais 40. E o hospital passa dos atuais 360 leitos para 400 no final de 2014 e 440 em 2015, para receber os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

As demissões são apenas readequações de perfis profissionais. Este ano já admitimos 18 profissionais, por que o perfil da assistência eu estou acompanhando de perto. A gestão da área administrativa fica com outras pessoas.

Divinews: Geraldo, finalizando, qual recado poderíamos passar para a população, já que está se consolidando um “rastro” na cidade, alguns comentários de que o São João de Deus vai quebrar e está apenas esperando a eleição passar para isto acontecer. Queria que você falasse a respeito disso.

Geraldo Couto: eu posso afirmar com segurança que eu seria a primeira pessoa a levantar e falar: NÃO TEM JEITO VAI FECHAR, por que eu não sou irresponsável com um milhão e duzentas mil vidas, por que se o Hospital São João de Deus fechar, morre muita gente. Isto é uma irresponsabilidade. Quem está falando isto por favor repense, por que não podemos brincar com uma milhão e duzentas mil vidas.

Nós podemos, vou falar a fala do secretário (saúde do estado de Minas) Antônio Jorge, mudamos o CNPJ, mas não fecha o hospital. O HOSPITAL NÃO FECHA.

Divinews: e a questão da Ordem Hospitaleira, como fica?

Geraldo Couto: nós temos uma parceria é o trabalho de uma administração conjunta, não é oposição, não é briga, não é nada, ela está construindo. Nós fazemos um modelo diferente de gestão. E o hospital é viável. Já fizemos uma projeção, o hospital chega no final do ano com superávit. Nós podemos ter algumas dificuldades operacionais de repasse financeiro, por que o hospital com 100% vai gerar muitos recursos. Pode ser que o município e o estado não consiga nos pagar. São os maiores pagadores do hospital, de repasse, mas que este recurso ele realmente existe e nós temos condições. A população de Divinopolis pode ficar super tranqüila em relação ao hospital que não terá em hipótese nenhuma descontinuidade. Podemos ter dificuldade, mas não teremos de jeito nenhum o fechamento do hospital. Dificuldades existem e nos preocupa por que o hospital vai produzir mais e ao produzir mais terá que receber, e este recebimento virão de onde? Da União, do Estado e do Município. Eles têm que repassar os recursos para o hospital.

Divinews: a sobrevivência do hospital está na responsabilidade dos repasses federal, estadual e municipal.

Geraldo Couto: É isto sim. Os parceiros são importantes.

Divinews: Geraldo, agora finalizando mesmo, você tem alguma coisa que gostaria de acrescentar e que deixamos de perguntar?

Geraldo Couto: o mais importante é que a imprensa nos ajude a mostrar, a dar credibilidade que este hospital merece, eu não sou de Divinópolis, mas estou pegando um amor enorme por este hospital, pelo nível de resolutividade que ele tem. Eu conheço vários hospitais e sei que a resolutividade pela equipe medica aqui é fantástica e temos que manter isto. Nós não podemos deixar que em cima das mazelas tenha sempre alquem querendo tirar proveito da área da saúde.

O São João de Deus vai ser um hospital de ensino, vai ter o plano de saúde melhorado, grande, funcionando, que depois pode até ser vendido. Não é o nosso objetivo hoje, por que o nosso negocio é a assistência e não ter plano de saúde, mas hoje ele está integrado aí.

Nós queremos que a população tenha tranqüilidade. Todas as dificuldades que tivermos, eu sei que não vamos sanar as dificuldades todas de uma vez. Elas vão existir. Que a população nos procure. Nós vamos atender e ouvir, por que eu gosto muito de ouvir as dificuldades e esclarecer o que estamos fazendo.

HOSPITAL ESCOLA

Divinews: fechando. O HSJD vai se tornar um Hospital Escola?

Geraldo Couto: vai ser sim um Hospital Escola. Das sete residências propostas por nós, seis foram aprovadas. Começando em fevereiro, somente a obstetrícia é que não foi aprovada. Com isto o hospital passa a receber mais 10% que dá uma valor aproximado de R$ 100 mil por mês. O hospital por fazer parte da Rede Cegonha passa a receber também mais R$ 400 mil por mês. Eu espero que a partir de abril ele já esteja adequado para fazer parte da Rede Cegonha.

Tudo isto é um modelo. Quando você olha o hospital só pelo ponto de vista negativo, o hospital vai fechar. Mas, quando você vê o hospital como um todo, ele está crescendo. E com parcerias importantes. Parceria com o município, com os deputados estaduais e federais da região. O Dr Helvécio do Ministério da Saúde que abriu as portas para o HSJD.

Então eu acho que não tem como não dar certo!

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados