“FORA DICTUM, FORA GERALDO COUTO”, palavras de ordem gritadas em Audiência Pública na Câmara de Divinópolis

Publicado por: suporte


A Audiência Pública, marcada para começar as 18 horas, começou quase as 19 horas e mesmo assim com um número reduzidíssimo de pessoas, que posteriormente foram chegando. Estiveram presentes os vereadores, Careca da Água Mineral, Anderson Saleme, Eduardo Print Junior, Edmar Rodrigues, Edmar Máximo, Piriquito Beleza, Hilton de Aguiar, Delano Santiago e Marquinhos Clementino – Compondo a mesa, além de Edmilson Andrade, como presidente da Comissão de Saúde que presidiu a reunião, o vereador Marcos Vinicius, vice-presidente da Câmara, Alberto Gigante, representando o SINTRAM, Marco Aurélio Lobão, diretor técnico da UPA, João Batista, ex-presidente do CRM-MG (Conselho Regional de Medicina) e o médico Jorge Tarabal, delegado do CRM-MG em Divinópolis

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Os dois pontos fora da curva, mais comentados e criticados e que causou espécie na Audiência Pública, foi a decisão de que a UPA faça partos, quase por unanimidade todos os depoimentos foram uníssonos em condenar e falar do perigo e da irresponsabilidade desta decisão. Muitos também profetizaram que a qualquer momento acontece uma tragédia. Como o delegado Regional do CRM Jorge Tarabal, a médica Heloisa Cerri e o próprio diretor técnico da UPA Padre Roberto, Marco Aurélio Lobão, disse” A UPA NÃO É O LUGAR PARA NASCER MENINO”.

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Já o segundo ponto fora da curva da saúde em Divinópolis é a temerária gestão administrativa e financeira da DICTUM e a atuação do eminencia parda, o médico Geraldo Couto, que está em todas as “paradas”, segundo informações não confirmadas ele seria o gestor ou daria consultoria para o Hospital São Carlos em Lagoa da Prata, a Santa Casa de Cláudio, além da Santa Casa de Formiga, o Hospital São João de Deus, a Unidade de pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto, em Divinópolis e ainda, comentou-se na Audiência Pública que ainda existem dúvidas de que ele estaria também em Bom Despacho. A rejeição ao seu nome está saindo do meio médico e se alastrando em todo município de Divinópolis. Chegaram a perguntar e levantarem dúvidas: quem o segura? quem o banca? que forças ocultas estaria por trás dele?

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Antes que a Audiência Pública fosse aberta, em uma questão de ordem o médico Alberto Gigante, representando o Sintram, inicialmente lamentou as ausências dos representantes do Executivo e do Ministério Público, e falou das metas que em uma antiga audiência, realizada em março, o município se comprometeu em cumprir quatro metas. Sendo a primeira, que em três meses a partir daquela data, o SAMU seria implantado – A segunda, que nenhum doente ficaria no Pronto Socorro mais que 24 horas e que, se não fosse resolvido teria que ser internado no São João de Deus – A terceira, ainda que os doentes críticos do CTI (Centro de Tratamento Intensivo da UPA, tão logo o quadro fosse estabilizado imediatamente iria para o CTI do HSJD – E a última promessa seria a criação da sala vermelha, ou seja, a UPA deixaria de ser a porta de entrada para os pacientes que fossem classificados pelo Protocolo de Manchester com a cor vermelha (grave) e o HSJD passaria a ser a porta de entrada para tais pacientes.

Gigante, finalizou dizendo que foi com base em tais promessas que o Sintram deu um voto de confiança ao então novo secretário David Maia, e que agora o Sintram se sente traído e decepcionado por que nada do que foi prometido foi cumprido.

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A dirigente sindicato Denísia, do Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais, Casas de Saúde, Duchistas e Massagistas de Divinópolis (SINDEESS), usou a palavra dizendo estar com muito questionamentos sobre o Hospital São João de Deus e não havia ninguém nem do hospital e do MP, na Audiencia Pública que pudesse esclarecê-las em suas dúvidas. E relatou o caso do fechamento da maternidade. Classificou as ausências como um descaso da DICTUM com o hospital. Finalizou falando sobre o plebiscito popular que está nas ruas reivindicando que o hospital seja 100% SUS, esclarecendo que a coleta de assinaturas ocorrerá até o dia 15 de dezembro. “As pessoas estão morrendo e nós queremos saúde e não morte”, lamentou Denisia.

Jorge Abdala Tarabal, o delegado regional do Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), testemunhou que o SIM SAÚDE, implantado pelo governo com grande alarde, não está funcionando, e expressou sua grande preocupação com a UPA fazendo partos, servindo como maternidade.

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Gigante, em outra fala criticou o tipo de relacionamento pessoal que a DICTUM tem com os profissionais, o médico nas entrelinhas quis dizer que os gestores dão porradas nos médicos e depois que a coisa aperta vão pedir colaboração. Gigante falou que medicina se faz com gente. Não deixou também de criticar a presença de GERALDO COUTO em todas as pontas da saúde “Ele ao mesmo tempo que é cliente é o contratador, põe preço e ele mesmo fiscaliza”. O ex-delegado do CRM em Divinópolis, finalizou cobrando dos vereadores: “ESTÁ FALTANDO CORAGEM DA CÂMARA PARA FISCALIZAR”.

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” A gente tem visto o descaso com a saúde pública em Divinópolis. Inventaram fórmula mágica – Terceirização que não resolveu nada. Se a população vir com a gente este problema pode ser resolvido – São secretários não preparados, tanto o do estado quanto o municipal”, afirmou o médico João Batista, conselheiro do CRM, que foi além: “Não identificamos ainda qual é o cabeça de tudo isto, para pisarmos em cima dela. Está na hora de nos unirmos”.

João Batista em entrevista para o Divinews, falou da total viabilidade do HSJD se transformar em 100% SUS e criticou também a presença do médico GERALDO COUTO em várias pontas da saúde pública de Divinópolis, levantando suspeitas sobre esta situação, que pode até ser legal, mas é imoral. “A terceirização não deu certo, e o que tem por traz deste Geraldo Couto, pois já é sabido que existem problemas também em Formiga”.

Um dos cidadãos presentes, Vitor. Lançou uma desconfiança de que existam grupos econômicos querendo a quebra do Hospital São João de Deus para arrematá-lo à preço de banana. Vitor continuou usando seus três minutos, dizendo que alguns políticos que não tem projetos, utilizam a desgraça da saúde para se elegerem perpetuamente, pois montam estrutura de atendimentos aos cidadãos em seus gabinetes, que posteriormente se tornam seus eleitores.

Jorge Tarabal finalizou sua participação falando de uma reunião ocorrida no Hotel River, com a presença do presidente do CRM, Atagiba, em que o polivalente medico/administrador/consultor/etc,etc, GERALDO COUTO, formalizou uma série de compromissos e não cumpriu nenhum.

Alberto Gigante também finalizou sua participação mostrando e disponibilizando para os vereadores, um dossiê sobre os problemas da UPA e do Hospital HSJD, dizendo que se eles tivessem interesse os documentos estão à disposição. E mais uma vez criticou: “Tem determinados momento que esta Casa falha”. A seguir observou sobre o Poder Judiciário e o Ministério Público: “O problema maior de Divinópolis hoje é o Judiciário. Temos um MP que mostrou muito interesse no inicio, mas atualmente nem vem mais as reuniões”.

 

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